CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva e sessão termina em tumulto
Aprovação de requerimento contra Fábio Luís Lula da Silva gera confronto físico entre parlamentares e questionamentos sobre a validade da contagem de votos na comissão

Nesta quinta-feira (26), a CPMI do INSS viveu um de seus episódios mais tensos desde a instalação. A comissão aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, empresário e filho do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão, fundamentada em suspeitas de ligações financeiras com investigados, desencadeou uma confusão generalizada no plenário, com registros de empurra-empurra e agressões físicas entre os membros do colegiado.
O pivô da investigação
A inclusão de Fábio Luís, conhecido como “Lulinha“, no radar da CPI decorre de relatórios apresentados pelo Relator da comissão, o Deputado Federal Alfredo Gaspar (União-AL). Segundo o parlamentar, a medida é necessária para investigar a suspeita de que o filho do presidente tenha atuado como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS“.
“A necessidade de investigar Fábio Luís decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente se tratar do ‘filho do rapaz’”, afirmou Alfredo Gaspar durante a leitura do requerimento.
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