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De golpe a demissão: Lewandowski formaliza demissão de Ramagem e Torres da Polícia Federal

Em um capítulo decisivo na luta contra os atos antidemocráticos de 2022, o Supremo Tribunal Federal e o Ministério da Justiça agem para responsabilizar ex-integrantes do governo Bolsonaro

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou nesta quarta-feira a demissão de dois delegados de carreira da Polícia Federal (PF): o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o ex-ministro Anderson Torres. A medida, assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, cumpre determinação da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou o trânsito em julgado das condenações dos dois por participação na tentativa de golpe de Estado ocorrida após as eleições de 2022.

As portarias de exoneração, publicadas no Diário Oficial da União, desconstituem os vínculos estatutários de Ramagem e Torres com a PF, encerrando definitivamente seus cargos como delegados. Ramagem, que ingressou na corporação em 2005 e ocupou o cargo de diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado a 16 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão em regime inicial fechado. Atualmente foragido nos Estados Unidos, ele é considerado um dos líderes do núcleo central da organização criminosa que planejou ataques às instituições democráticas, incluindo monitoramento ilegal e disseminação de informações falsas sobre o processo eleitoral.

Já Torres, admitido na PF em 2003 após carreira como papiloscopista na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), recebeu pena de 24 anos de prisão – sendo 21 anos e 6 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, também em regime inicial fechado. Ex-ministro da Justiça no governo Bolsonaro e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal durante os atos de 8 de janeiro de 2023, ele cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, especificamente na unidade de custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como Papudinha. Sua cela, com 54 metros quadrados e comodidades como água quente, TV e área externa exclusiva, foi divulgada pelo STF para transparência.

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