Radar do Judiciário

Deputado TH Joias é preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho no Rio de Janeiro

Operação conjunta revela esquema de corrupção e tráfico envolvendo políticos e facção criminosa

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Na manhã desta quarta-feira, 3 de setembro de 2025, uma operação integrada entre a Polícia Federal (PF), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil do RJ resultou na prisão do deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, do MDB. O parlamentar é suspeito de envolvimento em tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e negociação de armas e equipamentos para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). A ação ocorreu em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, após TH Joias não ser encontrado inicialmente em sua residência principal, mas em outro endereço de alto padrão no mesmo bairro.

TH Joias assumiu o mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em junho de 2024, como suplente do deputado Otoni de Paula Pai, falecido em maio daquele ano. Ele ocupou a vaga após Rafael Picciani optar por permanecer como secretário de Esporte e Lazer no governo de Cláudio Castro (PL). Antes da política, TH Joias ganhou notoriedade como designer de joias personalizadas, criando peças para celebridades como o funkeiro Poze do Rodo, o cantor L7 e o jogador Vini Jr. Seu perfil oficial na Alerj destaca que ele herdou o ofício de ourives do pai, Juberto, e gerenciava uma loja em Madureira, na Zona Norte do Rio.

A operação, batizada de Zargun pela PF e Bandeirante pelo MPRJ, cumpriu ao todo 18 mandados de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e o sequestro de bens no valor de R$ 40 milhões, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) e pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Até o momento, pelo menos 15 pessoas foram presas, incluindo nomes como Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual e municipal do Rio; Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, apontado como chefe do CV; Gustavo Steel, delegado da PF; e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o Dudu, assessor parlamentar de TH Joias.

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