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Documentos apontam possíveis irregularidades na decisão de liquidar o Banco Master pelo BC

Peças internas do BC e da Compliance Zero sugerem sincronia atípica entre fiscalização administrativa e investigação criminal, levantando questionamentos sobre a independência das esferas que culminou

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Uma reportagem exclusiva do site Bastidor, publicada em 29 de dezembro de 2025, obteve acesso a documentos internos do Banco Central e do inquérito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal. Esses materiais indicam possíveis indícios de coordenação irregular entre o Banco Central e o juiz federal responsável pela operação, sem previsão legal explícita para tal sincronia.

Os documentos analisados sugerem que a decisão de decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, em 18 de novembro de 2025, pode ter sido influenciada por fatores além de critérios puramente técnicos, contrariando a narrativa oficial apresentada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que afirmou que a autarquia seguiu um “gabarito” estrito no caso.

A cronologia detalhada revela eventos simultâneos: em 17 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, participou de videoconferência com diretores do Banco Central – incluindo Aílton de Aquino Santos (Diretor de Fiscalização), Belline Santana (Chefe do Departamento de Supervisão Bancária) e Paulo Sérgio Neves de Souza (Chefe-Adjunto) – para anunciar a venda do banco ao Grupo Fictor, com aporte previsto de 3 bilhões de reais.

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