Entre passageiros prejudicados e notas oficiais, caso ITA segue nos tribunais e levanta debate sobre regulação e responsabilidade no setor aéreo
Com milhares de processos em andamento e versões divergentes de advogados, administradora judicial e defesa do ex-presidente, o colapso da ITA segue gerando impacto financeiro e debate público

No fim de 2021, a Itapemirim Transportes Aéreos (ITA) interrompeu subitamente suas operações, provocando cancelamentos em voos programados para o período e deixando milhares de passageiros sem respostas imediatas. Desde então, a paralisação desencadeou uma cadeia de disputas judiciais, reclamações por reembolso e controvérsias sobre a responsabilidade de administradoras, credores e operadoras de cartão. As apurações e decisões judiciais seguintes — entre decretos de falência, recursos e suspensões — tornaram o caso um dos mais complexos envolvendo consumidores e o mercado aéreo brasileiro nos últimos anos.
Alcance do problema: números confirmados
Levantamentos jornalísticos e contagens apresentadas por representantes de passageiros indicam que 61.578 pessoas compraram passagens que não resultaram em embarque, e estima-se que 133 mil pessoas tenham sido afetadas de forma direta ou indireta por cancelamentos e prejuízos correlatos. Atualmente, tramita um volume expressivo de ações judiciais — mais de 8.500 processos — e a dívida estimada apenas com reembolso de passagens não ressarcidas está na casa de R$ 17 milhões (valor que não inclui pedidos de danos morais e outras indenizações).
Cronologia processual e situação judicial confirmada
Em 17 de dezembro de 2021, a ITA suspendeu suas operações — naquele momento descritas pela empresa como paralisação temporária para reestruturação — e seu certificado operacional permaneceu suspenso.
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