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EUA apresentam indiciamento contra Maduro por narcoterrorismo e tráfico de drogas; veja a íntegra das acusações

Acusações revelam décadas de corrupção e parcerias com grupos como Farc e Cartel de Sinaloa, culminando em operação militar dos EUA que levou à prisão do presidente venezuelano e sua esposa em NY

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Nicólas Maduro é transferido — Foto: Reprodução/Reuters

O governo dos Estados Unidos divulgou um indiciamento supersedente selado contra Nicolás Maduro Moros, presidente da Venezuela, e outros réus, acusando-os de ‘participação em uma vasta rede de narcoterrorismo e tráfico de drogas’. O documento, arquivado no Tribunal Distrital do Sul de Nova York sob o número S4 11 Cr. 205 (AKH), alega que, por mais de 25 anos, líderes venezuelanos abusaram de posições de confiança pública para importar toneladas de cocaína para os Estados Unidos, corrompendo instituições e enriquecendo elites políticas e militares.

De acordo com o indiciamento, Nicolás Maduro Moros, cidadão venezuelano ‘que atuou como presidente da Venezuela até recentemente’ e agora considerado o governante de fato, mas ilegítimo, está no centro dessa corrupção. O texto afirma que Maduro Moros “tem sido parceiro de seus co-conspiradores para usar sua autoridade obtida ilegalmente e as instituições que corroeu para transportar milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos”. Desde seus primeiros dias no governo venezuelano, incluindo como membro da Assembleia Nacional (entre 2000 e 2006), ministro das Relações Exteriores (entre 2006 e 2013) e vice-presidente em 2013, Maduro teria facilitado o tráfico, fornecendo passaportes diplomáticos a traficantes e cobertura para aviões usados em lavagem de dinheiro.

Outros réus incluem Diosdado Cabello Rondón, atual ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, membro das forças armadas e vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV); Ramón Rodríguez Chacín, ex-ministro do Interior e Justiça (entre 2002 e 2008) e ex-governador do estado de Guárico (entre 2012 e 2017); Cilia Adela Flores de Maduro, considerada a primeira-dama de fato, com carreira política que inclui presidência da Assembleia Nacional (entre 2006 e 2011), procuradora-geral (entre 2012 e 2013) e membro da Assembleia Nacional Constituinte a partir de 2017; Nicolás Ernesto Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito” ou “The Prince”, filho de Maduro e membro da Assembleia Nacional desde janeiro de 2021; e Hector Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, líder ou co-líder do Tren de Aragua (TdA) há mais de uma década

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