Poder e Bastidores

Ex-prefeito de Ji-Paraná tem bens bloqueados por nepotismo e desvios

Isaú Fonseca enfrenta nova ação judicial após histórico de investigações que incluem suspeita de desvio de R$ 17 milhões em recursos públicos

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A Justiça de Rondônia determinou nesta terça-feira (4) a indisponibilidade dos bens do ex-prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca, em mais um capítulo da série de investigações que envolvem sua gestão à frente do município. A decisão atende a uma Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa movida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Rondônia.

Nepotismo e dano ao erário

De acordo com o MPRO, Fonseca é acusado de nomear sua companheira para cargo na Procuradoria-Geral do Município, caracterizando nepotismo. Além da nomeação irregular, as investigações apontam que a ocupante do cargo não exerceu efetivamente suas funções, causando prejuízo aos cofres públicos.

Histórico de investigações

O ex-prefeito acumula uma série de processos e investigações:

Desdobramentos atuais

Na atual ação civil pública, o GAECO também requer indenização por dano moral coletivo, argumentando que os atos ímprobos violaram valores fundamentais da comunidade e a expectativa de uma administração proba e eficiente.

O bloqueio de bens visa garantir a eventual recomposição do dano ao erário, enquanto a ação seguirá seu trâmite regular com a citação dos requeridos. O caso teve como base provas colhidas durante a Operação "Horizonte de Eventos", que revelou um extenso esquema de irregularidades na administração municipal.

Investigações em curso

Isaú Fonseca é investigado por diversos crimes, incluindo:

O Ministério Público reforça que continuará atuando na defesa da probidade administrativa e dos princípios fundamentais da administração pública, especialmente os da legalidade, impessoalidade e moralidade.