Poder & Bastidores

Ex-presidente do BC, Campos Netto sabia, mas preferiu não intervir no caso Banco Master

Relatórios ao TCU e apurações do Estadão mostram como a crise de liquidez do Banco Master se agravou e quais foram os papéis da gestão anterior do Banco Central

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(Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Relatórios oficiais e apurações jornalísticas lançam luz sobre a atuação do Banco Central do Brasil (BC) durante a crise de liquidez enfrentada pelo Banco Master S.A., instituição controlada por Daniel Vorcaro, que passou por forte crescimento entre 2019 e 2024 antes de ser liquidada em novembro do ano passado.

Segundo reportagem do Estadão, o então presidente do BC, Roberto Campos Netoex-presidente do Banco Central —, tinha conhecimento dos problemas de liquidez do Master durante sua gestão, mas evitou adotar medidas mais severas, como intervenção ou liquidação imediata. À época, havia a expectativa dentro da autoridade monetária de que o banco possuísse ativos que pudessem ser revendidos ao mercado, dentro da lógica de separação entre “good bank” (parte saudável da instituição) e “bad bank” (ativos problemáticos), o que reduziria os custos para o sistema financeiro e para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Fiscalização e relatórios ao TCU

De acordo com documentos enviados pelo Banco Central ao Tribunal de Contas da União (TCU), em processo sob relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, o acompanhamento sobre o Master foi intensificado no primeiro semestre de 2024.

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