Ex-sinhazinha era investigada pela polícia, e morte foi estopim para operação contra seita
Mãe e irmão estão entre presos em ação; vítimas teriam sido dopadas e estupradas por membros do grupo "Pai, Mãe, Vida"

Morta nesta terça-feira, a ex-sinhazinha do boi Garantido Djidja Cardoso era investigada pela Polícia Civil do Amazonas por estar entre os nomes envolvidos em uma seita que obrigava funcionários de uma rede de salões de beleza a consumirem ketamina, uma droga com efeitos alucinógenos. A morte da mulher foi o estopim para o início das operações contra a organização, segundo disse o delegado Cícero Túlio, durante uma coletiva de imprensa, nesta sexta-feira.
— Eles utilizavam (a droga) para entrar nessa espécie de transe, para, segundo eles mesmos relataram, transcenderem para outra dimensão — explica o delegado Cícero Túlio.
Batizada de "Pai, Mãe, Vida", a seita foi criada pela mãe de Djidja, Cleusimar, e o irmão, Ademar, segundo as autoridades. O três acreditavam ser, respectivamente, Maria Madalena, Maria e Jesus Cristo. A mãe e o irmão foram presos preventivamente nesta quinta-feira após a morte da ex-sinhazinha. A causa do óbito ainda não foi determinada.
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