Ex-vice-presidente da Americanas fecha quarta delação premiada no escândalo de fraudes
Revelações de Márcio Cruz expõem a dinâmica interna de manipulações contábeis e apontam Miguel Gutierrez como figura central – o que isso significa para o caso?

Em um desdobramento que aprofunda as investigações sobre o maior escândalo contábil da história recente do varejo brasileiro, o ex-vice-presidente Márcio Cruz Meirelles firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), tornando-se o quarto executivo da Americanas a colaborar com as autoridades.
A delação, homologada recentemente, corrobora e adiciona detalhes às denúncias já apresentadas por Flávia Carneiro, Fábio Abrate e Marcelo Nunes, ex-diretores da companhia, e reforça o foco nas figuras de Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, e Anna Saicali, ex-CEO da B2W, como os principais responsáveis pelo esquema de fraudes que resultou em desvios estimados em R$ 25 bilhões.
Segundo relatos obtidos por veículos como O Globo e Valor Econômico, Cruz descreveu uma estrutura hierárquica rígida dentro da empresa, onde as decisões sobre os “ajustes” nos balanços patrimoniais passavam inexoravelmente pela aprovação de Gutierrez. Em depoimento, o delator afirmou: **_“A palavra final era do Miguel. (...) Quando (as propostas) não estavam de acordo com o que o Miguel achava, a gente acabava mudando para ajustar ao que ele achava. (...) Ele era a última palavra ali na estrutura.”_.
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