EXCLUSIVO: Da medalha de cidadão honorário à suspeição da PF: o que liga Dias Toffoli ao resort Tayayá e ao Caso Banco Master
Câmara do Paraná exaltou Toffoli em 2017 pela implantação do resort Tayayá; anos depois, o mesmo empreendimento familiar emerge como peça-chave na investigação sobre conflito de interesses no STF

A Câmara Municipal de Ribeirão Claro, no Paraná, concedeu em setembro de 2017 o Título de Cidadão Honorário ao então vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro José Antonio Dias Toffoli. O motivo constava no próprio Projeto de Decreto Legislativo nº 002/2017: além da atuação do magistrado na manutenção da 23ª Zona Eleitoral do município, os vereadores destacaram explicitamente seu “apoio decisivo na implantação da empresa Tayayá Aquaparque Hotel e Resort”, empreendimento descrito no documento como um destaque no ramo turístico de toda a região. Quase uma década depois, esse mesmo resort está no centro da maior crise institucional da carreira de Toffoli.
O documento assinado por nove vereadores de diferentes partidos — entre eles membros do PMDB, PSC, PSD, PSL, PR, DEM e PRB — é público e está registrado nos arquivos da Câmara Municipal de Ribeirão Claro. Ele testemunha, com rara clareza, a dimensão local do projeto e o papel que o magistrado teria desempenhado para viabilizá-lo. Na justificativa do decreto, os parlamentares afirmavam que Toffoli havia colaborado “para o desenvolvimento e incremento turístico do Município de Ribeirão Claro, notadamente por meio do apoio decisivo na implantação da empresa Tayayá Aquaparque Hotel e Resort.”
O documento foi encaminhado à PAINEL POLÍTICO pelo leitor Bernardino Coelho da Silva, que também é escritor e está produzindo um livro sobre a derrocada do Banco Master.
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