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Falta de articulação da OAB de RO resulta em fiasco na lista sêxtupla do STJ

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Via Painel Político

A corrida pela vaga ao cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça chegou ao fim, ao menos para o representante de Rondônia, o advogado Vinicius Lemos, que entrou na disputa com apoio da OAB de Rondônia e era uma esperança de ver o Norte representado no STJ.

O candidato de Márcio Nogueira, atual presidente da OAB-RO teve apenas dois votos, o de Rondônia e Acre. Nenhum a mais. Uma diferença brutal em relação à primeira colocada, Daniela Teixeira, que obteve 28 votos – unanimidade.

Entraram na lista, por ordem, como mais votados pelos conselheiros federais da OAB, os advogados Daniela Teixeira (28), Luís Cláudio Chaves (27), Luís Cláudio Allemand (26), Otávio Rodrigues Junior (26), André Godinho (26) e Márcio Fernandes (23). 

Em que pese o fato de Daniela ser ex-vice-presidente da OAB no Distrito Federal e ter forte apoio de petistas próximos de Lula, do ministro da Justiça, Flávio Dino, e de advogados do Grupo Prerrogativas, havia a expectativa de que Lemos obtivesse alguns votos, além é claro de RO e AC. Faltou articulação política por parte da OAB de Rondônia, que praticamente jogou Lemos aos leões, em uma disputa sem nenhum cabimento, afinal, não se trata apenas de ‘participar’. Nogueira tinha a responsabilidade de ao menos ter obtido apoio nos demais estados do Norte, como Amazonas, Roraima, Amapá, para mostrar que está capitaneando um grupo coeso.

Lemos tem um currículo de peso, mas seus concorrentes tem padrinhos mais articulados. Márcio Fernandes, por exemplo, que obteve 23 votos, tem apenas graduação entre os feitos acadêmicos. Entre os documentos que anexou para provar seu notório saber jurídico, estão até mesmo contratos da Souza Cruz com empresas de assessoria de eventos e de imprensa. Em um destes documentos, havia uma lista de drinks para um coquetel da empresa na Gávea, no Rio de Janeiro, conforme mostrou o jornal Estadão.

Já o rondoniense tem é em Processo Civil e professor-adjunto da Universidade Federal do Acre e é autor de diversas obras em Direito Civil e era o único representante do Norte.

Rebeca Moreno era a única mulher na lista e obteve apenas um voto contra 27 do primeiro colocado

A OAB de Rondônia precisa parar de querer aventurar sem ter nenhuma perspectiva de obter sucesso. Antes de Lemos o outro fiasco foi Rebeca Moreno, que chegou a integrar a lista sêxtupla para o cargo de desembargadora na vaga de Nunes Marques e teve 1 único voto, contra 23 do primeiro colocado, 20 do segundo e 17 do terceiro. O penúltimo teve 6 votos. 

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