Fernando de Noronha clama por Justiça: protestos e manifestos exigem fim do colonialismo e transparência na ilha; vídeos e fotos
Comunidade de Fernando de Noronha se une em protesto contra abandono administrativo e violência, cobrando autonomia e dignidade

A Ilha de Fernando de Noronha, um dos destinos mais emblemáticos do Brasil, vive um momento de indignação e resistência. Em um manifesto contundente, a Comunidade Tradicional Insular Noronhense ergueu sua voz contra o que classifica como “colonialismo moderno” imposto pelo governo de Pernambuco.
Publicado em assembleia livre e soberana, o documento denuncia décadas de negligência, exploração turística desenfreada e silenciamento da população local. A ilha, que já foi chamada de “Ilha Maldita” por seu passado prisional, agora luta para não ser tratada como quintal exótico de interesses distantes.
Um grito contra o abandono
O manifesto, assinado pela comunidade noronhense, aponta a administração estadual como responsável por tratar a ilha como uma colônia. “Fomos entregues à burocracia negligente, aos interesses de políticos distantes que jamais pisaram nas estradas da ilha”, diz o texto. A população reclama da falta de infraestrutura básica, como saneamento e escolas adequadas, enquanto milhões de reais arrecadados com o turismo não retornam em benefícios para os moradores. Pescadores locais são criminalizados, e a cultura noronhense, segundo o manifesto, é desrespeitada.
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