Poder & Bastidores

Filiação política e o engajamento pelo ódio

Por Rodrigo Augusto Prando*

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Em recente matéria publicada no Estadão, em 01 de junho, na página A6, de Hugo Henud, há a apresentação de uma pesquisa realizada por cientistas políticos da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e da USP (Universidade de São Paulo) acerca do aumento da filiação partidária no Brasil.

Paradoxalmente, em um ambiente de rejeição à política e de desconfiança em relação aos partidos políticos, houve o aumento da filiação partidária em nosso país. Como explicar tal paradoxo? A investigação traz à tona o fato de que “entre os filiados, cerca de 70% consideram, em algum grau, a aversão e o ódio ao rival político como motivos relevantes para aderir a uma legenda”.

Nas palavras de Pedro Paulo de Assis, pesquisador do Departamento de Política da USP: “Queríamos entender por que a filiação partidária estava aumentando, mesmo diante do crescente descrédito e desconfiança com relação aos partidos. Então, descobrimos que o ódio e a rejeição ao adversário motivam não só a filiação, mas também são fatores que tornam os filiados muito mais engajados na vida partidária”. Esse fenômeno foi denominado, pelos pesquisadores, como “engajamento pelo ódio”.

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