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Fim da obrigatoriedade das autoescolas: um passo para democratizar a CNH no Brasil

Proposta de flexibilização promete reduzir custos e ampliar acesso à carteira de motorista, mas enfrenta resistência do setor

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O processo para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil pode passar por uma transformação significativa caso o governo federal aprove o fim da obrigatoriedade das autoescolas, proposta defendida pelo ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB).

A medida, que visa desburocratizar e baratear o acesso à habilitação, reacende um debate histórico: a exigência de aulas em Centros de Formação de Condutores (CFCs) é realmente necessária para formar motoristas capacitados? Dados e estudos recentes sugerem que a obrigatoriedade, instituída pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em 1998, não trouxe os benefícios esperados em termos de segurança viária, enquanto impõe um custo elevado que pesa no bolso de trabalhadores e exclui pessoas de baixa renda.

O peso financeiro das autoescolas

Atualmente, tirar a CNH no Brasil é um processo caro, com custos que variam entre R$ 3.000 e R$ 4.000, dependendo do estado. Um levantamento do G1 aponta diferenças regionais significativas: em São Paulo, o valor médio é de R$ 3.500; no Rio de Janeiro, cerca de R$ 3.200; em Minas Gerais, por volta de R$ 3.000; enquanto em estados do Nordeste, como Bahia e Pernambuco, os custos podem chegar a R$ 4.000 devido a taxas adicionais e variação nos preços das aulas.

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