Flávio Bolsonaro diz que CPI de Moraes e Toffoli é ilegal
Em entrevista ao SBT News nesta quarta, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assina requerimento, mas alerta para ilegalidade da CPI que mira ministros do STF no caso Banco Master, gerando debates no Congresso

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, declarou em entrevista ao programa Central de Notícias do SBT News, na quarta-feira (11 de março de 2026), que a CPI proposta para investigar a conduta dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), em processos relacionados ao Banco Master é ilegal. Apesar de ter assinado o requerimento da comissão, protocolado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), Flávio Bolsonaro criticou o autor, chamando-o de "grande hipócrita".
Contexto do caso Banco Master
O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, após crise de liquidez e fraudes estimadas em cerca de R$ 17 bilhões, envolvendo cessão irregular de carteiras de crédito falsas ao BRB (Banco de Brasília). Investigações da Polícia Federal e do Ministério Público apontam manipulação de ativos e conluio entre diretores dos bancos para evitar a quebra da instituição. O caso ganhou repercussão política com pedidos de CPI e CPMI no Congresso, protocolados desde fevereiro de 2026 com assinaturas acima do mínimo constitucional (42 senadores e 238 deputados para CPMI).

Declaração de Flávio Bolsonaro
“Eu assinei, mas, com toda franqueza, o autor dela, o senador Alessandro Vieira, é um grande hipócrita. Ele faz esse tipo de pedido de CPI sabendo que não vai ser instaurada porque ela é ilegal. Você não pode instaurar uma CPI para investigar crimes comuns de pessoas. Então, ele faz para tirar uma onda”, afirmou Flávio Bolsonaro ao SBT News. O senador argumentou que assinou para evitar acusações de “rabo preso” e propôs aditamento para incluir Fernando Haddad (Fazenda), Gabriel Galípolo (Banco Central), Rui Costa (Casa Civil) e ex-sócio de Vorcaro na investigação. Ele criticou Vieira por supostamente usar a CPI para holofotes eleitorais, convocando nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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