Flávio Bolsonaro quita débito de R$ 3,4 milhões de compra de mansão em Brasília em 6x
Senador assumiu financiamento com o Banco Regional de Brasília (BRB) a ser quitado em 360 parcelas, mas liquidou dívida

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pagou R$ 3,4 milhões para quitar antecipadamente o financiamento que contraiu na compra de uma mansão no Lago Sul, bairro nobre da capital federal. O empréstimo, feito no Banco de Brasília (BRB), tinha prazo de 30 anos ou 360 meses. Mas o senador zerou o débito do imóvel em 37 meses. A notícia é do Estadão, assinada pelos jornalistas André Shalders e Tácio Lorran.
O imóvel possui 1.100 m2, e foi adquirido em 2021 por R$ 6,1 milhões. O senador pagou à vista R$ 2,9 milhões – segundo ele, com o dinheiro da venda de um apartamento na Barra da Tijuca. O restante foi financiado junto ao BRB. Flávio Bolsonaro passou a ter que pagar prestação mensal de R$ 18.744,16.
A quitação da dívida imobiliária foi feita com seis pagamentos extras – que variaram entre R$ 198 mil e R$ 997 mil e somaram R$ 3,4 milhões. O último pagamento ocorreu em março deste ano.
O BRB disse em nota que não comenta casos de clientes em função do sigilo bancário, mas que “adota os procedimentos previstos na regulamentação relativos a controles internos, gestão de riscos e prevenção à lavagem de dinheiro”.
As informações constam em uma ação popular movida pela deputada federal Erika Kokay (PT-DF) contra o BRB e Flávio Bolsonaro, para investigar suspeitas de favorecimento ao senador na concessão do empréstimo. Ela disse ainda que representará para que o Ministério Público investigue as circunstâncias da quitação do imóvel por parte de Flávio Bolsonaro.
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Nas eleições de 2018, Flávio informou ao TSE possuir um patrimônio de R$ 1,74 milhão. Nos anos seguintes, o senador informou ter patrimônio da ordem de R$ 1,58 milhão (2019) e R$ 1,41 milhão (2020), conforme declarações do Imposto de Renda do senador juntadas ao processo.
A quitação do imóvel foi atestada pelo BRB em uma manifestação do banco, no dia 25 de junho deste ano. “O Contrato impugnado por meio desta Ação Popular se encontra quitado, conforme os documentos comprobatórios anexos”, escreveram os advogados que representam o banco. “Não existem irregularidades na contratação, que foi levada a cabo de forma consentânea aos normativos internos do BRB. Qualquer alegação de que houve algum tipo de favorecimento fica devidamente rechaçada com a juntada dos documentos que instruem essa manifestação”, diz o banco no documento, que está público nos autos.
À época da compra do imóvel, Flávio registrou a escritura em um cartório de Brazlândia, a 45km do centro da capital. Na época, as rendas comprovadas por Flávio e por sua mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro, somavam R$ 36,9 mil – menos que o exigido pelo banco estatal de acordo com o simulador disponível no site, que seria de R$ 46,4 mil.
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