Greve da Receita Federal ultrapassa 70 dias e causa prejuízo bilionário ao comércio exterior
Paralisação dos auditores fiscais, iniciada em novembro de 2024, já acumula 100 mil processos atrasados e prejuízos estimados em R$ 3,5 bilhões

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que se estende por mais de 70 dias, atingiu um novo patamar crítico com a operação "Desembaraço Zero", intensificando os impactos no comércio exterior brasileiro e na arrecadação federal. A mobilização, que teve início em 26 de novembro de 2024, reflete um embate prolongado entre a categoria e o governo federal por reajustes salariais e melhores condições de trabalho.
Histórico da Greve
Novembro/2024:
Dia 26: Início da greve por tempo indeterminado
Paralisações iniciais focadas em atividades às terças e quartas-feiras
Adesão expressiva da categoria em todo o país
Dezembro/2024-Janeiro/2025:
Acúmulo progressivo de processos pendentes
Impactos significativos nas operações de comércio exterior
Adesão dos conselheiros fazendários do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) ao movimento
Fevereiro/2025:
Implementação da operação "Desembaraço Zero" por 15 dias
Suspensão do desembaraço aduaneiro para produtos não essenciais
Acúmulo de aproximadamente 100 mil processos atrasados
Principais Reivindicações
O Sindifisco Nacional, entidade que representa os auditores fiscais, aponta como principal demanda o reajuste salarial para compensar as perdas inflacionárias acumuladas desde 2016, período em que o IPCA superou 50%. A categoria também busca melhorias nas condições de trabalho e o cumprimento de acordos anteriormente firmados com o governo federal.
Impactos Econômicos
A paralisação tem gerado consequências significativas para a economia:
Prejuízo estimado de R$ 3,5 bilhões em custos logísticos extras
Congestionamento de cargas em portos e aeroportos
Risco de desabastecimento de produtos não essenciais
Impacto na arrecadação federal
Atrasos nas análises de processos no CARF
Setores Afetados
A operação "Desembaraço Zero" afeta principalmente:
Importação de eletrônicos
Setor automotivo
Indústria têxtil
Bens de consumo em geral
Medicamentos e cargas vivas permanecem com liberação prioritária, não sendo afetados pela paralisação.
Greve da Receita Federal: Impactos no Desembaraço Aduaneiro - Fevereiro 2025
Situação atual
Os funcionários da Receita Federal iniciaram uma suspensão do desembaraço aduaneiro como parte de um movimento grevista, com ação prevista para durar 15 dias. Esta medida está causando significativos atrasos na liberação de mercadorias e afetando as cadeias de suprimentos do país.
Motivação da Greve
Os auditores fiscais reivindicam reajuste do vencimento básico
O salário da categoria está congelado desde 2016
Houve apenas um reajuste de 9% concedido em 2023
A categoria busca valorização e melhores condições de trabalho
Impactos econômicos
O setor privado já acumula prejuízos estimados em R$ 3,3 bilhões
A operação "Desembaraço Zero" está paralisando importações em todo o país
Há interrupção completa do fluxo de importações em diversos pontos do território nacional
Consequências práticas
Dezenas de milhares de encomendas estão retidas desde novembro de 2024
Os terminais de carga dos aeroportos estão sobrecarregados
Há impactos significativos para consumidores, empresas e arrecadação federal
Abrangência nacional
A paralisação está afetando diversos pontos de entrada no país, incluindo:
Principais portos e aeroportos
Pontos de fronteira terrestre, como Pacaraima
Centros de distribuição e áreas alfandegadas
Perspectivas
O movimento tem gerado preocupação no setor empresarial e governamental, com impactos crescentes na cadeia logística nacional e no comércio internacional. As negociações entre governo e categoria continuam sem resolução definitiva até o momento.
Esta situação representa uma das mais significativas paralisações do setor aduaneiro dos últimos anos, com consequências que se estendem por toda a cadeia produtiva e comercial do país
