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Guerra comercial se intensifica: EUA bloqueiam encomendas da China e Hong Kong

Em meio a tensões crescentes, USPS suspende recebimento de pacotes chineses enquanto Pequim retalia com novas tarifas e investigações contra empresas americanas

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O cenário do comércio internacional enfrenta uma nova escalada de tensões depois que o Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) anunciou a suspensão temporária de pacotes provenientes da China e Hong Kong, efetiva a partir de 4 de fevereiro de 2025. A medida, que mantém apenas o recebimento de cartas e envelopes, coincide com recentes ações executivas do Presidente Donald Trump visando restringir a prática comercial conhecida como "de minimis".

A China respondeu rapidamente com uma série de contramedidas, incluindo uma investigação antimonopólio contra o Google e a imposição de tarifas de 10% sobre equipamentos agrícolas americanos. Além disso, empresas como PVH Corp (proprietária das marcas Calvin Klein e Tommy Hilfiger) e Illumina foram incluídas na lista de "entidades não confiáveis" do país asiático.

O impacto no comércio marítimo já é significativo, com os preços de frete disparando. Os custos para containers de 40 pés (FEU) da China para a costa oeste dos EUA atingiram USD 4.816, enquanto para a costa leste chegaram a USD 6.264, representando aumentos de 196% e 157% respectivamente desde dezembro de 2023.

Para os consumidores americanos, a suspensão deve afetar significativamente o acesso a produtos de plataformas populares como Shein e Temu, que até então se beneficiavam da regra de minimis para oferecer produtos a preços competitivos.

"A situação atual apresenta uma complexidade sem precedentes", analisa a Xeneta, destacando que as empresas dificilmente conseguirão absorver os custos sem repassá-los aos consumidores finais.

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As novas tarifas chinesas entrarão em vigor em 10 de fevereiro, expandindo as restrições comerciais para além do setor de tecnologia e sinalizando um possível agravamento nas relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.


Fonte: Adaptado do Follow-Up do Comex via Substack. Artigo original