Poder e Bastidores

Hermínio Coelho, uma das maiores vítimas de Confúcio Moura, filia novamente ao PT

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Via Painel Político

O ex-deputado estadual, que presidiu a Assembleia Legislativa de Rondônia por duas vezes consecutivas, Hermínio Coelho, voltou a se filiar no Partido dos Trabalhadores. O evento ocorreu no último sábado, e contou com a presença dos dirigentes da legenda em Rondônia, como a ex-senadora Fátima Cleide e Ramon Cujuí, além de outros integrantes do partido.

Hermínio tem um histórico de lutas no sindicato dos trabalhadores em transporte coletivo, foi presidente da entidade, vereador e presidente da Câmara de Porto Velho por dois mandatos consecutivos e elegeu-se deputado estadual. Era vice-presidente da Assembleia Legislativa quando o então presidente, Valter Araújo foi preso e teve o mandato cassado. Hermínio assumiu e tornou-se a principal voz de oposição ao governo de Confúcio Moura (MDB), que usou a máquina estatal para perseguir e enxovalhar o parlamentar.

Na época, Hermínio apresentou uma série de denúncias de corrupção contra Confúcio, muitas que sequer foram investigadas e outras ‘arquivadas por falta de provas’, como os cheques depositados por uma empresa na conta da então primeira dama do Estado.

O governo, na época, deflagrou uma operação confusa, que envolveu de uma vez mais de 80 pessoas, entre políticos, assessores, empresários, golpistas e fraudadores de cartões de crédito, todos acusados por ‘associação ao tráfico’ sendo que a polícia nunca encontrou evidências sobre essas acusações. O judiciário foi absolvendo os acusados e não restou nada do desastre, exceto as vidas que foram afetadas e muitos dos acusados até hoje tentam se reerguer.

Hermínio (boné de Lula) no evento de filiação. Na foto ainda, a ex-senadora Fátima Cleide (camiseta branca), o ex-vereador Cláudio Carvalho (terno marrom) e Ramon Cujuí (camiseta vermelha) – Foto: Rondôniadinâmica

Na época, a polícia chegou a prender um dos filhos de Hermínio na mesma operação, por conta de um grampo em um dos investigados que citava um pessoa por apelido de ‘Guga’, como também é chamado o filho do ex-deputado. A defesa, à época, comprovou o ‘erro’ da polícia, mas o estrago havia sido feito.

Hermínio havia deixado o PT por conta de desentendimentos com os dirigentes do partido, e aventurou-se por outras legendas, sem sucesso.

No evento de filiação ele afirmou que é favor da candidatura do ex-regente do Planalto e alegou que o PT é a única legenda à qual se identifica cem por cento.

Também aproveitou o ensejo para criticar a gestão de Jair Bolsonaro frente ao governo federal denominado o presidente como genocida pela maneira escolhida para lidar com a pandemia do Coronavírus (COVID-19/SARS-CoV-2).

O ex-deputado lembrou que o Brasil passa por um período complicado economicamente, relembrando que as pessoas estão passando fome; apontando números sobre desemprego; inflação e valores “exorbitantes” dos combustíveis.

Em sua visão, o povo volta a sonhar com a possibilidade de votar em Lula, a quem, na visão dele, possibilitou que os pobres tomassem café, almoçassem e jantassem todos os dias.

“E Bolsonaro tirou isso. O PT regressa para restabelecer o sonho. E podem contar comigo, irei para a linha de frente”, concluiu.

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