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INSS suspende créditos consignados do Agibank após auditoria revelar contratos com falecidos

Auditoria da CGU identifica contratos assinados após óbito de beneficiários e refinanciamentos não autorizados, gerando investigação policial e alertando milhões de aposentados sobre riscos

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou, nesta terça-feira (2 de dezembro de 2025), a suspensão por tempo indeterminado da concessão de novos créditos consignados operados pelo Agibank S/A. A medida, fundamentada em uma auditoria conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU), expôs uma série de irregularidades graves que afetam diretamente a vulnerabilidade financeira de aposentados e pensionistas. De acordo com o comunicado oficial do INSS, publicado no site do órgão e repercutido em veículos como o Valor Econômico e a Folha de S.Paulo, a decisão visa proteger os beneficiários de práticas lesivas, como a averbação de contratos sem consentimento expresso.

Essa não é a primeira sanção contra o Agibank. Em agosto de 2025, o INSS já havia interrompido o contrato para pagamento da folha de benefícios da autarquia, motivado por denúncias de graves violações. A auditoria recente da CGU, no entanto, ampliou o escopo das investigações, identificando indícios de fraudes sistemáticas em milhares de operações. “A auditoria constatou a existência de quantidade significativa de contratos averbados sem consentimento expresso dos beneficiários. Além disso, há indicativo de irregularidades em milhares de operações da instituição”, afirma a nota oficial do INSS, divulgada em 3 de dezembro de 2025.

Entre os achados mais alarmantes, destacam-se contratos firmados post mortem. Foram identificados 1.192 acordos assinados após a data de óbito dos beneficiários, conforme registros cruzados com o Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc), no período de 2023 a 2025. Desses, 163 foram realizados em benefícios já cessados nos sistemas internos do INSS, configurando uma violação direta aos protocolos de verificação. Essa prática não só compromete a integridade dos dados previdenciários, mas também expõe herdeiros a cobranças indevidas, como reportado pelo Jornal Contábil e pela CNN Brasil.

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