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Interação e comida oferecida por visitantes ameaçam primatas do Parque Nacional de Brasília

Pesquisa do CEUB aponta que práticas prejudicam a saúde dos macacos e o papel ecológico no ambiente

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Ver famílias alimentando animais silvestres dos parques e zoológico é algo recorrente, quase que cultural. No entanto, a atitude, que parece inofensiva, prejudica a fauna e ameaça as espécies dos locais de preservação ambiental.

Pensando nisso, estudantes de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB) desenvolveram estudo sobre a alimentação e os impactos das interações com visitantes dos macacos que vivem no Parque Nacional de Brasília. A mostra aponta os riscos do contato com humanos e malefícios que os alimentos trazidos pelos visitantes causam aos animais.

A pesquisa qualitativa alerta que a crescente dependência dos macacos por alimentos fornecidos pelos visitantes, junto aos problemas de saúde e alterações comportamentais observadas, geram consequências graves para o comportamento e a saúde mental desses primatas. “A dependência leva a interações perigosas, como conflitos com visitantes e consumo de alimentos deteriorados ou contaminados. A longo prazo, essas práticas ameaçam a saúde e o bem-estar dos macacos, comprometendo sua longevidade e seu papel ecológico no ambiente”, destaca a estudante Eduarda Mendes, coautora da pesquisa.

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