Jhony Paixão: “denúncias infundadas” diz deputado bolsonarista acusado de “rachadinha” em Rondônia
Via Painel Político

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil, ambos de Rondônia deflagraram na última sexta-feira (14) a operação “O Chamado”.
O alvo era o Cabo da Polícia Militar e deputado estadual Jhony Paixão (Republicanos) que é da base do governador Marcos Rocha.
Jhony deu medalha de honra ao mérito para o presidente Jair Bolsonaro. Foi Jhony quem fez a proposta e entregou pessoalmente para Bolsonaro a comenda.
O deputado publicou e compartilhou um vídeo nas redes sociais onde se diz inocente das acusações feitas pela Polícia Civil durante as investigações e afirma que seu nome foi colocado por aliados e adversários para disputar o cargo de vice-governador e ele não aceitou.
“Mas o fato é que as perseguições começaram. Peço ao Ministério Público que chegue na raiz, elucide o caso e mostre que foram denúncias infundadas”.
Ele já havia dito por meio de nota que “disposição da Justiça para elucidar qualquer fato que seja necessário, pois está tranquilo quanto a todas as suas ações em sua vida privada e pública”.
Quanto ao teor da investigação, o parlamentar ressalta que não teve acesso aos autos do inquérito, mas que reafirma o desejo de que os fatos sejam esclarecidos.
O parlamentar é acusado de “rachadinha” que é quando alguém se apropria de parte dos salários de assessores do gabinete político. No ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral definiu que essa prática configura enriquecimento ilícito e dano ao patrimônio público.
A operação policial movimentou 150 policiais e foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão no gabinete, escolas, residências e empresas privadas de pessoas ligadas ao deputado estadual Jhony Paixão. As ordens judiciais foram executadas simultaneamente em Porto Velho e em Ji-Paraná.
A Polícia Civil diz que nesta primeira etapa estão sendo apreendidos elementos que também comprovam o envolvimento do político na organização criminosa, dedicada ao uso de emendas parlamentares em contratações fraudulentas de obras e reformas de escolas estaduais.
A investigação inicial da Draco já descobriu que o valor destinado irregularmente, para emendas, ultrapassa R$ 1 milhão.
No entanto, a Draco estima que o montante pode ser maior, considerando a fase de investigação interna de outros recursos e fontes.
Segundo a Draco, a operação busca comparar o uso de emendas parlamentares em contratações fraudulentas de obras e reformas de escolas estaduais.
“A Polícia Civil combaterá veementemente a corrupção. Nós não podemos tolerar que este câncer permaneça em Rondônia!”, afirmou o delegado Geral, Samir Fouad Abboud, por meio de nota.
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