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JPMorgan enfrenta conta de US$ 115 milhões em custas legais após fraude na aquisição de startup

Reviravolta no caso Charlie Javice expõe os altos preços do litígio corporativo e da due diligence falha

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Ela foi condenada por enganar o JPMorgan. Agora o banco pagará US$ 115 mi a advogados |Charlie Javice foi condenada a 85 meses de prisão por ter enganado o JPMorgan na venda de sua startup de financiamento estudantil

O JPMorgan Chase , maior banco dos Estados Unidos, foi obrigado a arcar com uma fatura astronômica de US$ 115 milhões em honorários advocatícios para defender “Charlie Javice” e “Olivier Amar”, executivos condenados por fraudar a instituição em uma transação de US$ 175 milhões. Essa revelação, divulgada recentemente nos autos do processo, representa cerca de dois terços do valor pago pela aquisição da startup “Frank” em 2021, e destaca as consequências duradouras de um negócio que se tornou um dos maiores escândalos do setor financeiro nos últimos anos. As informações são da Bloomberg.

O caso ganhou nova atenção na segunda-feira, 6 de outubro de 2025, quando a defesa de Javice apresentou documentos judiciais revelando o montante exato dos custos. Um tribunal de “Delaware” havia decidido anteriormente que os termos do acordo de compra obrigavam o banco a cobrir as despesas legais da dupla, mesmo após a condenação por fraude.

Olivier Amar foi sentenciada a sete anos de prisão em 29 de setembro de 2025, pelo juiz federal “Alvin Hellerstein”, em Nova York. Amar, ex-diretor de crescimento e aquisições da startup, enfrenta sentença pendente, mas ambos foram ordenados a pagar US$ 287,5 milhões em restituição ao banco, incluindo os honorários advocatícios.

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