Justiça Federal mantém prisão de Daniel Vorcaro em meio a acusações de fraudes bilionárias no Banco Master
Decisão do TRF1 reforça apurações da Operação Compliance Zero; esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões e envolve instituições como o BRB

A Justiça Federal decidiu nesta quinta-feira (20) manter a prisão preventiva de “Daniel Vorcaro”, presidente do “Banco Master”, em um desdobramento da “Operação Compliance Zero”, deflagrada pela “Polícia Federal (PF)” na terça-feira (18). A determinação veio da desembargadora “Solange Salgado da Silva”, do “Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1)”, que rejeitou pedido de liminar apresentado pela defesa do banqueiro para sua soltura. A relatora destacou em sua decisão a existência de “indícios veementes de gestão fraudulenta e organização criminosa”, apontando um “comportamento reiterado dos acusados para atrapalhar as investigações”, o que justificaria a manutenção da detenção.
A operação, iniciada em 2024 a partir de investigações do “Banco Central do Brasil (BC)” e do “Ministério Público Federal (MPF)”, mira um suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos no “Sistema Financeiro Nacional (SFN)”. De acordo com a “PF”, o “Banco Master” emitia “Certificados de Depósito Bancário (CDBs)” com promessas de rentabilidade irreal, de até 40% acima da taxa básica de juros, atraindo investidores com retornos pós-fixados atrelados ao “Certificado de Depósito Interbancário (CDI)”. Esses papéis, sem lastro adequado, teriam sido vendidos ao “Banco de Brasília (BRB)”, gerando prejuízos estimados em R$ 12 bilhões, conforme declaração do diretor-geral da “PF”, “Andrei Rodrigues”, durante depoimento à “Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado” no Senado.
Ao todo, sete executivos foram detidos na ação: “Daniel Vorcaro” (prisão preventiva), “Augusto Lima” (ex-sócio do banco, também preventivo), “Alberto Félix” (tesoureiro, temporário), “Luiz Antônio Bull” (diretor de riscos, compliance, RH, operações e tecnologia, preventivo), entre outros. As prisões ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, com cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, a “PF” apreendeu R$ 1,6 milhão em espécie na residência de um dos investigados, além de carros de luxo, obras de arte e relógios de alto valor. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões em contas ligadas ao grupo.
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