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“Ministério Público tem que provar que eu fraudei qualquer documento”, diz dono de fazenda invadida, acusado de patrocinar milícia

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Via Painel Político

Esta semana em Rondônia o Ministério Público deflagrou uma operação contra os proprietários da fazenda Norbrasil, situada na região de Nova Mutum, distrito de Porto Velho. A acusação é de patrocinar uma milícia composta por policiais para afastar posseiros que estão acampados nas proximidades. O Ministério Público alega ainda que a propriedade da fazenda seria fruto de fraudes documentais. Ainda de acordo com o MP, com a contratação de policiais, os proprietários querem ‘manter a posse da área’.

Porém, os proprietários refutam essas acusações. Um dos sócios, Antônio Martins, afirmou que a documentação da propriedade de 33 mil hectares existe há mais de 50 anos, foi comprada legitimamente e é reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal, ‘essas acusações são absurdas e descabidas. O Ministério Público misturou um monte de coisa e fazem acusações sem nenhuma prova, um verdadeiro absurdo’, declarou.

A fazenda Norbrasil teve uma área invadida e em 2021, e o governo de Rondônia deu início ao cumprimento do mandado de reintegração. Foram destacados 400 homens, entre policiais militares do Estado e integrantes da Força Nacional. Na época, foram retiradas cerca de 300 famílias que ocupavam a área há pelo menos 4 anos.

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Em seguida, uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu todos os despejos e ordens de reintegração por conta da pandemia, (CLIQUE AQUI) e novamente os posseiros voltaram ao local. De acordo com Martins, seu irmão é quem administra a propriedade, e a mais de três anos que ele não vai ao local, “nosso pessoal tem medo de frequentar a sede da fazenda, porque já mataram nosso gerente, mataram uns policiais que estavam pescando no local, e a gente não tem nenhuma segurança por parte do estado”, disse.

Ele afirmou ainda que a contratação de seguranças não é ilegal, e que em momento algum a família orientou para qualquer tipo de retaliação a quem quer que seja, “o Ministério Público disse que a gente pagou mais de R$ 400 milhões para jagunços, onde já se viu isso? A fazenda não vale esse preço, umas acusações absurdas, que não se sustentam pelo simples fato deles não terem nenhuma prova de nada do que nos acusam. O pessoal de segurança é polícia porque eles tem porte de arma e eu nem meus irmãos nunca faríamos nada ilegal, esse pessoal de segurança nunca deram um beliscão em ninguém, nem mesmo quando torturaram e mataram nosso gerente que cuidava do local’, completou Martins.

Em agosto deste ano, Secimo Mineiro dos Santos, 61, levou mais de 30 tiros no rosto e dois funcionários da fazenda foram torturados. Eles estavam consertando a cerca que havia sido derrubada por invasores quando sofreram a emboscada. “Depois do assassinato do nosso gerente é que a situação ficou ainda mais séria. E a gente não tem a quem recorrer. Esse pessoal fica do outro lado do rio, já desmataram uma área de mais de 10 mil hectares que era reserva, e já temos várias ações pedindo a retirada desse pessoal’’ finalizou o pecuarista. 

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