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Mobilização de Analistas-Tributários impacta portos, aeroportos e fronteiras do Brasil

Operações padrão e paralisações dos servidores da Receita Federal entram na sétima semana, gerando filas e atrasos em todo o país

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Sérgio Lima/Poder360

As operações padrão e paralisações dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil, que já duram sete semanas, estão causando impactos significativos em portos, aeroportos e postos de fronteira em todo o país. A mobilização, motivada pela falta de avanços nas negociações salariais com o governo, tem gerado filas, atrasos na liberação de cargas e aumento no tempo de espera para passageiros, sem comprometer, no entanto, o controle de itens essenciais como medicamentos e produtos perecíveis.

Na região da tríplice fronteira, entre Brasil, Argentina e Paraguai, as operações padrão nas pontes internacionais da Amizade (Brasil-Paraguai) e Tancredo Neves (Brasil-Argentina) estão em curso até sexta-feira, dia 23. As ações resultaram em maior rigor na fiscalização, ampliando o tempo de liberação de cargas, bagagens e veículos. Em São Borja, no Rio Grande do Sul, uma fila de mais de 200 caminhões foi registrada na pista de acesso à Inspetoria da Receita Federal, na fronteira com a Argentina, evidenciando o impacto da mobilização na região Sul.

Nos aeroportos, a situação não é diferente. No Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, a operação padrão iniciada no dia 20 intensificou a fiscalização de passageiros e bagagens, gerando filas e maior tempo de espera. Os Analistas-Tributários da Divisão de Verificação Física da Alfândega do Galeão manterão a operação até sexta-feira, dia 23, mantendo o foco em não prejudicar o controle de itens essenciais.

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