Movimento Anti-Woke cresce no Brasil entre o conservadorismo e as transformações sociais
A polarização do debate social no Brasil contemporâneo ganha cada vez mais espaço

O crescente movimento anti-woke tem ganhado força tanto internacionalmente quanto no Brasil, refletindo uma complexa batalha cultural que divide opiniões e gera debates acalorados sobre os limites das transformações sociais. Este fenômeno merece uma análise cuidadosa e equilibrada, considerando diferentes perspectivas e seus impactos na sociedade brasileira.
Uma das mudanças mais significativas em relação a implementação da ‘agenda woke’ veio da Rede Globo, que alterou radicalmente seu elenco em novelas. Para se ter uma idéia, em 43 anos (até 2013), a Globo produziu 62 novelas com personagens LGBTQIA+, totalizando 126 papéis. Houve um aumento significativo após 2010, com 66 personagens introduzidos desde então. A representatividade LGBTQIA+ dobrou nos últimos 18 anos. Porém, pesquisa recente (2023) indica que 55% dos brasileiros ainda são contrários à exibição de beijo gay em novelas.
O que é o movimento Woke e sua contraposição
O termo "woke" (do inglês "acordado" ou "desperto") originalmente representava uma consciência sobre questões sociais e raciais. No entanto, o movimento expandiu-se para abranger uma ampla gama de pautas progressistas, incluindo direitos LGBTQIA+, feminismo e justiça social. O termo "woke" tem suas raízes na comunidade afro-americana, sendo originalmente usado desde meados do século XX como um alerta para conscientização sobre injustiças raciais e sociais.
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