Na Madeira-Mamoré, acervo conta a história da comunicação em RO
Exposição itinerante reúne máquinas de escrever, equipamentos de rádio e um telégrafo militar americano de 1918, com entrada franca por 70 dias no complexo ferroviário de Porto Velho
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- O Museu da Comunicação, acervo mantido pelo jornal Rondoniaovivo, abre neste domingo (27), às 9h, uma exposição no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho.
- A entrada é gratuita, e a mostra fica aberta por 70 dias, de terça a domingo, das 9h às 12h e das 16h às 20h.
- O acervo inclui máquinas de escrever, equipamentos de radiodifusão e um telégrafo militar norte-americano fabricado em 1918, além de uma seção sobre a memória ferroviária.
- Por que isso importa: a exposição leva ao público um acervo privado sobre a história da comunicação, num dos principais pontos históricos do estado, durante o mês de aniversário da capital.
O Museu da Comunicação, acervo mantido pelo jornal Rondoniaovivo, abre neste domingo (27), às 9h, uma exposição itinerante no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), em Porto Velho. A mostra tem entrada gratuita e fica aberta ao público por 70 dias. Entre as peças, estão máquinas de datilografia, equipamentos de radiodifusão e um telégrafo militar norte-americano fabricado em 1918.
Horários e como visitar
A exposição funciona de terça-feira a domingo, em dois turnos: das 9h às 12h e das 16h às 20h. Não abre às segundas-feiras. A entrada é franca.
Segundo o jornal, o fundador do acervo, o jornalista Paulo Andreoli, fará a mediação presencial para os visitantes.
O que o público vai encontrar
A mostra reúne parte do acervo do museu, formado por equipamentos que marcaram diferentes fases da comunicação: das máquinas de escrever aos aparelhos de rádio. Segundo a organização, a proposta é mostrar ao visitante como a tecnologia transformou a forma de produzir e transmitir informação.
A exposição também tem uma seção dedicada à Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, incluindo referências à Locomotiva 18, e itens ligados à história de Rondônia.
O número de peças do acervo aparece de forma diferente nos textos do próprio jornal. Em matéria de 25 de setembro, o Rondoniaovivo informou que o acervo tem mais de 500 peças, ampliado a partir de cerca de 200 itens em 2021. No texto de 26 de setembro, o jornal fala em mais de 300 peças preservadas.
A exposição "cria um encontro entre duas formas de preservar a memória", segundo o Rondoniaovivo.
Um acervo que começou na redação
O museu não nasceu como instituição pública. Em 2021, o acervo ficava exposto na própria sede do jornal. Naquele ano, segundo o Rondoniaovivo, ele tinha cerca de 200 peças, incluindo obras de arte expostas na redação, e recebia visitas de estudantes guiados por Andreoli.
A relação de Andreoli com a preservação da memória da imprensa local tem outro registro. Em 2019, segundo o Governo de Rondônia, ele doou ao Museu da Memória Rondoniense a coleção encadernada do jornal O Estadão de Rondônia, que estava quase perdida depois do fim da empresa que o editava.
A exposição é realizada pelo Rondoniaovivo, em parceria com o Complexo da EFMM e com empresas patrocinadoras: Grupo AmazonFort, Maple Bear, Rima Aviação, Dismonza Tintas, VIP Net, LockMaq, OPS Comunicação Visual e Promove Brindes.
Memória fora das grandes capitais
A história da comunicação em Rondônia está ligada à própria formação do estado. Ji-Paraná, por exemplo, mantém um Museu Municipal das Comunicações, com peças das linhas telegráficas e da época de Marechal Rondon.
Para o leitor de fora da região, a iniciativa mostra um movimento comum no interior do país: acervos que sobrevivem por esforço de particulares, e não por política pública de preservação.
A mostra fica em cartaz até o início de dezembro. Para quem nunca viu um telégrafo de perto, ou quer mostrar aos filhos como se escrevia antes do computador, a visita cabe num domingo à tarde na beira do Madeira.
Versão em áudio disponível no topo do post.