Eleições 2026

Nova Veritá maio/26: Rogério consolida governo e Sílvia vira líder no Senado

Levantamento ouviu 1.220 eleitores entre 4 e 8 de maio: senador amplia vantagem no governo enquanto líder do Senado acumula 32,2% de rejeição em votos válidos

Nova Veritá maio/26: Rogério consolida governo e Sílvia vira líder no Senado
📷 Reprodução
📋 Em resumo
  • - Marcos Rogério (PL) lidera a corrida ao governo com 42,5% na estimulada e 46% na espontânea — vantagem que já começa a parecer estrutural
  • - Sílvia Cristina (PP) lidera a intenção espontânea ao Senado com 29,6% em votos válidos, à frente de Fernando Máximo (25%) e Scheid (14,7%)
  • - Bruno Bolsonaro Scheid (PL) lidera a estimulada com 32,1%, mas é o candidato mais rejeitado ao Senado: 32,2% em votos válidos
  • - Hildon Chaves pressiona Adailton Fúria pelo segundo lugar no governo — empate técnico com vínculo político em Cacoal e crise interna no campo do prefeito
  • - Por que isso importa: Rondônia renova governo e duas vagas no Senado em outubro — e a pesquisa de maio entrega um mapa com líderes frágeis e uma candidata que cresce sem fazer barulho
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Uma nova pesquisa do Instituto Veritá, divulgada nesta quinta-feira (14) e registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) sob o número 02673/2026, reconfigurou o mapa eleitoral de Rondônia para outubro. O levantamento — realizado entre os dias 4 e 8 de maio com 1.220 eleitores, margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95% — confirma a liderança consolidada do senador Marcos Rogério (PL) na corrida ao governo e traz a novidade mais relevante do ciclo eleitoral até aqui: quando o eleitor rondoniense é perguntado em quem votaria para senador sem que nenhum nome seja sugerido, o primeiro que vem à mente não é o líder da estimulada. É Sílvia Cristina (PP).

Rogério no governo: liderança que já parece estrutural

Na disputa pelo Governo de Rondônia, o senador Marcos Rogério (PL) registra 42,5% na intenção estimulada — quando os nomes são apresentados ao entrevistado. Na espontânea, sem qualquer sugestão prévia, o percentual sobe para 46%. A consistência entre os dois cenários é o sinal mais robusto de uma campanha: o eleitor que cita Rogério por conta própria e o eleitor que o confirma quando o nome aparece são, em grande medida, os mesmos — e formam juntos quase a metade do eleitorado.

Atrás dele, o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD) registra 22,2% e o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (União Brasil) aparece com 21,7% — 0,5 ponto percentual de diferença, dentro da margem de erro. O empate técnico pelo segundo lugar é o dado mais estratégico da corrida ao Executivo.

Cacoal no centro do tabuleiro: por que Fúria perdeu espaço

A disputa pelo segundo lugar tem uma geografia específica que os números sozinhos não explicam. Hildon Chaves escolheu como vice o empresário e deputado Cirone Deiró — figura com enraizamento político justamente em Cacoal, reduto eleitoral e base de sustentação de Adailton Fúria. A movimentação não é coincidência: é uma operação cirúrgica para disputar votos no território do adversário direto.

Fúria, por sua vez, atravessa um momento delicado além das pesquisas. O atual prefeito de Cacoal, Tony Pablo — que foi seu vice e sucedeu ao cargo quando Fúria deixou a prefeitura para disputar o governo —, vem fazendo uma série de denúncias públicas contra o antecessor. A briga entre ex-aliados raramente passa despercebida pelo eleitorado local, e o desgaste gerado por esse conflito interno é um fator que os números da pesquisa já começam a capturar.

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"Perder votos para um adversário que trouxe seu próprio cabo eleitoral de dentro da sua cidade é o tipo de problema que não se resolve com agenda ou palanque — exige reconstrução de base."

O levantamento aponta o ex-deputado Expedito Netto (PT) como o candidato mais rejeitado no cenário do governo — padrão consistente com pesquisas anteriores num estado que concentra o maior percentual de voto de direita do Brasil.

Sílvia Cristina: a líder que o eleitor lembra antes de ser perguntado

Na intenção espontânea ao Senado, a deputada federal Sílvia Cristina (PP) aparece em primeiro lugar com 29,6% dos votos válidos. Dr. Fernando Máximo (PL) vem em segundo, com 25%. Bruno Bolsonaro Scheid (PL), líder da estimulada, aparece apenas em terceiro, com 14,7%.

A espontânea é metodologicamente a mais honesta das medições: o eleitor não escolhe entre opções — ele revela. E em Rondônia, hoje, quando se pergunta "em quem você votaria para senador?", o nome que emerge primeiro é o de Sílvia Cristina. Isso não se compra com exposição midiática de curto prazo. É o resultado de um trabalho de campo consistente, de um mandato federal com visibilidade no estado e de uma candidatura que, ao contrário de outros nomes no tabuleiro, ainda não acumulou rejeição estrutural.

"Liderar a espontânea com quase 30% dos votos válidos, sem ser apresentada ao eleitor, é o sinal mais robusto que uma pesquisa pode emitir a esta altura do ano eleitoral."

Scheid: líder na estimulada, terceiro na espontânea, mais rejeitado na rejeição

Bruno Bolsonaro Scheid (PL) lidera a intenção estimulada ao Senado com 32,1%. Os outros números da mesma pesquisa contextualizam essa liderança: na espontânea, cai para terceiro com 14,7%; na rejeição, é o candidato que o eleitor menos quer ver eleito, com 32,2% em votos válidos (23,7% do total). Logo atrás na rejeição está Acir Gurgacz (PDT), com 31,8% em votos válidos. A menor rejeição entre os testados é de Neidinha Suruí (PSB), com 9,2%.

A leitura combinada dos três cenários traça o perfil de uma candidatura com base fiel mas crescimento limitado — e numa eleição com dois votos disponíveis por eleitor, rejeição alta não inviabiliza, mas estreita estruturalmente o espaço de expansão.

Fernando Máximo (PL) aparece em segundo na estimulada (28%) e na espontânea (25%), sem as assimetrias que marcam o quadro de Scheid. Sua posição é mencionada pelos dados — a análise fica para as campanhas decidirem o que fazer com ela.

O tabuleiro de maio: o que vem a seguir

As convenções partidárias ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto. Até lá, alianças serão definidas, e ao menos um nome relevante — o quarto colocado na estimulada ao Senado, com 10%, cujo nome o instituto não divulgou publicamente — ainda não teve sua força testada com exposição completa.

A pesquisa de maio desenha um estado em que o governo caminha para uma definição mais previsível e o Senado reserva a eleição mais aberta e imprevisível da região. Rogério está à frente com folga. Sílvia lidera o que o eleitor pensa antes de ser questionado. E o candidato mais lembrado na estimulada é também o mais rejeitado.

Pesquisa não elege ninguém — mas em maio, em Rondônia, ela entregou um mapa com rotas muito diferentes para cada um dos protagonistas desta corrida.


Versão em áudio disponível no topo do post.

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