Painel Rondônia

O "ganha-ganha" de Expedito Netto e do PT em Rondônia com a manobra que ressuscitou ambos

PT filiou ex-deputado que estava praticamente 'morto politicamente' e conseguiu sacudir o cenário eleitoral de 2026

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O ex-deputado federal Expedito Netto estava praticamente ‘morto’ no cenário político rondoniense, desde que perdeu o mandato ao não conseguir ser reeleito em 2022, quando obteve 20.054 votos, uma diferença de 19.299 em relação a 2018, quando havia sido reeleito com 39.953. Em 2014, quando foi eleito a primeira vez, Netto havia obtido 25.691 votos.

Por ter ficado fora, assumiu um cargo através do PSD na secretaria nacional da pesca, e pelas projeções atuais, dificilmente conseguiria obter votos suficientes para voltar à Câmara Federal agora em 2026. Eis que surge uma janela de oportunidade do local mais improvável, o PT em Rondônia. A legenda oficializou o convite para que ele fosse o candidato da legenda ao governo do Estado.

Essa manobra foi perfeita para ambos. O PT, se tivesse optado por qualquer nome de seus quadros, como a ex-senadora Fátima Cleide ou o ex-deputado Anselmo de Jesus, não teria conseguido criar um fato político relevante no complicado (e embolado) cenário eleitoral do Estado, e também estava ‘capengando’ em relação a própria sobrevivência, já que a legenda encolheu absurdamente nos últimos anos.

A chegada de Expedito Netto deu um gás que o partido precisava, e também deu sobrevida ao ex-deputado federal, que volta ao cenário com duas vitórias, a primeira, e mais óbvia, é a retomada do protagonismo e a segunda, é mostrar que, apesar de ser ‘nepo baby', consegue caminhar sozinho, e como bem afirmou seu pai, o ex-senador Expedito Júnior, “Netto tem CPF próprio e não está mais sob minha sombra".

Atrapalha e pode ser a ‘zebra'

Atualmente temos no jogo sucessório o senador Marcos Rogério (PL), que de acordo com sondagens feitas no final do ano passado desponta como favorito; o prefeito de Cacoal, Adaílton Fúria (PSD) e candidato de Expedito Júnior; o prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro (Podemos), uma aposta arriscada e sem capilaridade do prefeito de Porto Velho, Léo Moraes; e Expedito Netto, pelo PT.

Em um cenário polarizado entre Rogério e Fúria, a maré fluía com certa tranquilidade, até que Netto entrou na jogada, via PT. Esse movimento agrada principalmente os eleitores de centro-esquerda, agrega parcela dos indecisos que poderiam migrar para Fúria ou Rogério por ‘pura falta de opções’ e abre uma avenida para os eleitores de esquerda em Rondônia, que em 2022 transferiram 262.904 para Lula.

Apesar de ainda não termos nenhuma sondagem com Netto entre os candidatos a governo, historicamente a esquerda tem quase 30% do eleitorado em Rondônia, o que deixa Netto com uma vantagem que Marcos Rogério e Fúria não possuem, capilaridade junto a sindicatos e movimentos sociais, além é claro, dos eleitores que fogem da polarização ‘direita-direita’ no Estado.

Apesar de ter votado contra Dilma Rousseff no processo de impeachment, Netto não citou a ex-presidente, mas nominou o ex-presidente da Câmara, à época Eduardo Cunha (que foi cassado meses depois) afirmando que ‘votaria a favor do impeachment do ex-parlamentar.

A manobra política articulada pelo PT local e Expedito Netto, demonstra que apesar de fragilizados, ambos tem força suficiente para chegar a um segundo turno e, chegando lá, a conversa é outra. E mesmo não chegando, o apoio de Netto (e do PT) será fundamental na disputa. A probabilidade dessa ala se unir a Marcos Rogério é praticamente nula, mas talvez abrisse diálogo com Fúria.

O resultado da equação é que, tanto Netto quanto o PT conseguiram uma jogada de ganha-ganha, por qualquer ângulo, eles obtém vantagens, e seguem no jogo mais vivos que nunca. Como diria Magalhães Pinto “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou".

A coluna PAINEL POLÍTICO volta em fevereiro, onde teremos mais análises também em formato de vídeo. Aguardem.

O cenário político de Rondônia ganhou um novo e imprevisível capítulo com a entrada de Expedito Netto na disputa pelo governo do Estado. Você acredita que essa articulação pode levar a eleição para um segundo turno ou mudar o favoritismo atual?

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