Painel Econômico

Operação Contenção no Rio: A letalidade policial que sangra a economia fluminense

Com 119 mortes confirmadas e relatos de até 132 vítimas, a ação nos complexos do Alemão e da Penha expõe o custo bilionário da insegurança, repelindo turistas, varejistas e investimentos essenciais

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Foto: Jose Lucena/TheNewsS2/Estadão Conteúdo

O Rio de Janeiro acordou em 28 de outubro de 2025 sob o peso de uma tragédia que marca a história da segurança pública brasileira. A “Operação Contenção”, deflagrada pelas Polícias Civil e Militar nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, resultou em 119 mortes confirmadas pelo governo estadual, com estimativas de defensores públicos elevando o número para 132, incluindo civis inocentes como crianças e adolescentes. Essa ação conjunta, envolvendo milhares de agentes e helicópteros, a pretexto de desmantelar estruturas do Comando Vermelho (CV), mas gerou cenas de caos: moradores, incluindo jovens, retirando corpos desmembrados de matas e alinhando-os em ruas para identificação, em meio a relatos de execuções sumárias e falta de assistência médica.

O governador Cláudio Castro (PL) classificou a operação como “legítima e necessária contra o crime organizado”, mas entidades como a Agência Pública e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública a denominam de “a mais letal da história do Rio”, superando até o Massacre do Jacarezinho (2021) e o Carandiru (1992, com 111 mortes).

Relatos em redes sociais e veículos internacionais, como a BBC e The Guardian, capturaram o horror: fotógrafos locais documentaram 24 horas de violência, com “corpos sem cabeça” espalhados e retaliações do CV paralisando a cidade com tiroteios e buscas por refúgio em hotéis.

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