Operação contra Isaú e filho pode mudar cenário da corrida eleitoral em Ji-Paraná
Prefeito e presidente da Câmara foram afastados das funções por 120 dias e Câmara avalia a cassação de seu mandato e de seu filho, presidente do legislativo municipal

Na manhã desta terça-feira, 26, o prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca foi novamente alvo de uma operação do Ministério Público e Polícia Civil. Esta é a terceira vez que ele está sendo acusado de crimes de corrupção e novamente foi afastado de suas funções públicas. Além de Isaú, seu filho, o vereador Welinton Poggere Góes da Fonseca, que também é presidente da Câmara, passou pelo mesmo constrangimento e também foi afastado do cargo.
E a Operação Arcana Revelada pode ser a pá de cal nas pretensões de Fonseca em se reeleger. O afastamento, de 120 dias, terminará no final de maio e caso não obtenha uma liminar determinando seu retorno, o cenário pode mudar bruscamente.
Três possíveis candidatos podem ocupar o espaço deixado pelo afastamento de Isaú, o vereador Afonsinho, o deputado estadual Laerte Gomes e o ex-prefeito de Ji-Paraná, por dois mandatos, Jesualdo Pires.
Laerte afirmou que ‘pretende aguardar o desfecho das investigações para definir sobre sua eventual candidatura, mas tudo vai depender da conversa que terá com o próprio Isaú’. Laerte afirmou que ‘o prefeito tem sido parceiro e que seu projeto está focado na reeleição para a Assembleia’.
O ex-prefeito Jesualdo Pires disse que ‘está avaliando possibilidade, mas não tem nada definido sobre a questão’.
Cassação
Em Ji-Paraná os vereadores de oposição avaliam a possibilidade de cassar os mandatos do prefeito e do vereador Wellington em definitivo, já que é a terceira vez que Isaú é alvo de operações policiais e a Câmara precisa adotar providencias para que a população não sofra as consequências de afastamentos sucessivos, como vem ocorrendo em Guajará Mirim e Candeias do Jamari.
Os vereadores avaliam que Isaú não terá condições de sobreviver politicamente a mais esse afastamento determinado pela justiça.
Ano passado
Em 2023 Isaú ficou mais de cinco meses afastado do cargo por conta de uma determinação judicial com base em uma operação do Gaeco e da Polícia Civil. Ele teve recursos negados pelo Tribunal de Justiça de Rondônia pelo Superior Tribunal de Justiça, sendo reconduzido em dezembro, após 155 dias afastado, por decisão do ministro Cristiano Zanin.
A Polícia indicou na época que Isaú Fonseca era líder da organização criminosa que causou, segundo estimativas, um prejuízo de ao menos 17 milhões de reais aos cofres de Ji-Paraná.
No total, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão nos estados do Acre, Rondônia e Goiás, em diferentes localidades estratégicas relacionadas ao esquema criminoso. Além disso, foram executados 5 mandados de suspensão cautelar do exercício da função pública, incluindo o do cargo de prefeito do município de Ji-Paraná/RO.
As investigações revelaram um esquema de licitação fraudada e direcionada para a aquisição de luminárias de LED, causando um prejuízo estimado em aproximadamente 17 milhões de reais aos cofres do município de Ji-Paraná/RO. A ação criminosa envolveu servidores públicos e empresários, comprometendo recursos que deveriam ser destinados a investimentos em melhorias urbanas e serviços essenciais.
