Poder & Bastidores

Operações contra o PCC revelam enredos na política e abalam a direita brasileira

Anistia em xeque e candidaturas em crise: Como a infiltração do crime organizado desestabiliza o cenário eleitoral de 2026

Compartilhar: WhatsApp X LinkedIn

As recentes operações da Polícia Federal e da Receita Federal contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), deflagradas em agosto e setembro de 2025, expuseram não apenas um esquema bilionário de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis e no mercado financeiro, mas também ramificações que atingem diretamente a cúpula da política nacional. A Operação Carbono Oculto, que mobilizou 1.400 agentes em dez estados, identificou que a facção controlava cerca de 1.200 postos de gasolina e pelo menos 40 fundos de investimento com patrimônio de R$ 30 bilhões, movimentando R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.

No centro do furacão, nomes como o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, foram citados em depoimentos, levando a um silêncio estratégico no Congresso Nacional e a uma reavaliação de rumos na direita brasileira. Paralelamente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou o recuo de sua pré-candidatura à Presidência em 2026, enquanto a aproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o americano Donald Trump deixa o campo conservador atordoado.

O golpe nas finanças do crime e as sombras no Congresso

A força-tarefa, que uniu Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e outros órgãos, desmantelou uma rede sofisticada de lavagem de dinheiro. O PCC infiltrou-se na cadeia produtiva de combustíveis, desde usinas de etanol até distribuidoras e postos, sonegando R$ 7,6 bilhões em impostos.

Continue lendo

Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.

Assinar agora — R$19,90/mêsJá sou assinante — Entrar
💬 Comentários

Carregando comentários…