Pesquisa eleitoral Rondônia: Marcos Rogério cai e Hildon sobe
Levantamento do Instituto Phoenix mostra senador com 28,2%, enquanto ex-prefeito de Porto Velho sobe para 16,65% e consolida o terceiro lugar
📋 Em resumo ▾
- O Instituto Phoenix divulga nova pesquisa estimulada para o governo de Rondônia, realizada entre 15 e 18 de agosto de 2026.
- Marcos Rogério (PL) mantém a liderança com 28,2%, mas registra queda expressiva em relação aos 36% apontados em sondagens de julho.
- Hildon Chaves (União Brasil) recupera fôlego e cresce para 16,65%, encurtando a distância para o segundo colocado, Adailton Fúria (PSD), que tem 19,35%.
- No cenário sem indecisos, a disputa pelo segundo lugar se torna um empate técnico, com Fúria em 25,5% e Hildon em 22%.
- Por que isso importa: A erosão da vantagem do senador e a ascensão de Hildon redesenham a estratégia de campanha, transformando a briga pelo segundo lugar em um campo de batalha decisivo.
Uma nova pesquisa do Instituto Phoenix, divulgada nesta sexta-feira (21), revela uma mudança de ritmo na disputa pelo governo de Rondônia. O senador Marcos Rogério (PL) mantém a liderança, mas com queda expressiva, enquanto o ex-prefeito Hildon Chaves (União Brasil) recupera fôlego e avança, redesenhando o cenário eleitoral a menos de dois meses do pleito.
A erosão da liderança de Marcos Rogério
O levantamento, realizado em nove municípios do estado, aponta o senador Marcos Rogério com 28,2% das intenções de voto. Embora ele permaneça na primeira colocação, o número representa uma queda acentuada em relação aos 36% registrados em sondagens de julho. Essa erosão indica que a candidatura do PL enfrenta dificuldades em consolidar seu eleitorado, abrindo espaço para a concorrência e sinalizando um desgaste na narrativa de liderança absoluta.
Hildon Chaves avança e disputa o segundo lugar
O grande destaque da sondagem é a recuperação de Hildon Chaves. O candidato da Federação União Progressista subiu para 16,65%, aproximando-se perigosamente de Adailton Fúria (PSD), que aparece em segundo lugar com 19,35%.
"A ascensão de Hildon transforma a disputa pelo segundo lugar em um campo de batalha decisivo, retirando a hegemonia que o segundo colocado parecia ter consolidado."
Essa trajetória ascendente sugere que a campanha do ex-prefeito de Porto Velho conseguiu reverter uma tendência de estagnação, capitalizando insatisfações ou apresentando propostas que ressoaram com o eleitorado local, permitindo que ele ganhe tração onde o líder perdeu.
O cenário real sem os indecisos
Quando se excluem os votos nulos, brancos e a parcela de 15,71% de eleitores que ainda não sabem em quem votar, o mapa eleitoral se torna ainda mais acirrado. Nesse universo de votos consolidados, Marcos Rogério atingiria 37,2%, seguido por Fúria com 25,5% e Hildon com 22%.
A margem de erro de 3,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, reforça que a disputa pelo segundo lugar é, na prática, um empate técnico entre os dois candidatos. Expedito Netto (PT) aparece em quarto com 6,66%, seguido por Samuel Costa (PSB) com 2,29% e Pedro Abib (MDB) com 1,25%.
Contexto e antecedentes da disputa
A comparação com o levantamento anterior do Real Time Big Data, divulgado em julho, é elucidativa. Na ocasião, Marcos Rogério aparecia com 36%, Fúria com 28% e Hildon com apenas 13%. A dinâmica atual mostra uma sangria de votos do líder que não foi totalmente absorvida pelo segundo colocado, permitindo a escalada de Hildon.
A pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 06747-2026 e contratada pela Freemedia Marketing Digital, traz um novo ingrediente de imprevisibilidade para uma corrida que parecia ter um desenho mais estático.
O relógio da persuasão e o custo do voto
A queda de Marcos Rogério e a ascensão de Hildon Chaves impõem uma nova urgência às estratégias de campanha. Para o senador, o desafio imediato é estancar a sangria e blindar sua base. Para Hildon, a missão é ultrapassar Fúria e se tornar o principal contrapeso ao líder, disputando palmo a palmo cada voto útil.
A pergunta que definirá os próximos trinta dias não é apenas quem lidera, mas qual candidato conseguirá converter os 15,71% de indecisos em votos válidos. Em uma eleição onde a margem de erro pode definir destinos, a inércia é o maior inimigo de qualquer campanha.
Versão em áudio disponível no topo do post.