Eleições 2026

Pesquisa Genial/Quaest de julho de 2026: Lula oscila para 40% e Flávio Bolsonaro tem 28%

Com margem de erro de dois pontos, levantamento mostra estabilidade na liderança de Lula e acirramento em eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro

Pesquisa Genial/Quaest de julho de 2026: Lula oscila para 40% e Flávio Bolsonaro tem 28%
📷 Sajjad Hussain/AFP
📋 Em resumo
  • Lula mantém a liderança numérica no primeiro turno com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 28% das intenções de voto.
  • No cenário de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro registram empate técnico no limite da margem de erro (45% contra 37%).
  • Avaliação positiva do governo Lula oscila positivamente para 36%, empatando numericamente com a desaprovação de 36%.
  • Rejeição ao nome de Flávio Bolsonaro (57%) supera numericamente a de Lula (50%), embora ambos apresentem patamares elevados de veto.
  • Por que isso importa: A rodada consolida a polarização do eleitorado a poucos meses do pleito, mostrando que o cenário de segundo turno segue indefinido e com forte contorno de rejeição mútua.
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A nova rodada da pesquisa nacional Genial/Quaest, registrada sob o número BR-07181/2026 e realizada entre 10 e 13 de julho de 2026, mostra o presidente Lula (PT) na liderança numérica das intenções de voto no primeiro turno, registrando 40% das respostas estimuladas. Em segundo lugar aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), que marca 28%.

Como a margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dados mostram estabilidade em relação aos meses anteriores. Contratada pela Genial Investimentos e executada pela Quaest, a pesquisa realizou 2.004 entrevistas presenciais e domiciliares com eleitores de 16 anos ou mais em todo o território nacional. O nível de confiança do estudo é de 95%.

Primeiro Turno: Lula lidera numericamente e demais candidatos patinam

No principal cenário estimulado de primeiro turno testado pela pesquisa, a distância entre os dois primeiros colocados é de 12 pontos percentuais:

  1. Lula (PT): 40%
  2. Flávio Bolsonaro (PL): 28%
  3. Ronaldo Caiado (PSD): 4%
  4. Renan Santos (Missão): 3%
  5. Romeu Zema (Novo): 2%
  6. Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
  7. Escritor Augusto Cury (Avante): 1%
  8. Joaquim Barbosa (DC): 1%
  9. Samara Martins (UP): 1%
  10. Edmilson Costa (PCB): 0%
  11. Heró Bezerra (PRTB): 0%
  12. Hertz Dias (PSTU): 0%
  13. Brancos/Nulos/Não vai votar: 8%
  14. Indecisos: 11%

Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais, a diferença entre o pelotão que segue os líderes é estatisticamente nula. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o ativista Renan Santos e o ex-governador mineiro Romeu Zema encontram-se em situação de empate técnico absoluto.

A série histórica de primeiro turno mostra um quadro de estabilidade resiliente. Desde fevereiro de 2026, Lula oscilou entre 37% e 40% (registrando seu ápice neste mês). Já Flávio Bolsonaro, que havia atingido 33% em maio, oscilou para 29% em junho e agora marca 28%. Essa variação de cinco pontos em relação a maio aponta uma oscilação fora da margem de erro individual de cada rodada.

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Voto Espontâneo e a consolidação das candidaturas

Na pergunta em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o percentual de indecisos ainda é majoritário, embora venha recuando paulatinamente. Em julho de 2026, os que declaram não saber em quem votar de forma espontânea somam 54%.

Entre os nomes lembrados espontaneamente pelo eleitorado, Lula aparece com 26%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 14%. Outros candidatos somam 3% no consolidado, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível, ainda é citado espontaneamente por 1% dos respondentes.

"A grande diferença entre o índice espontâneo de indecisos (54%) e o estimulado (11%) indica que, embora o eleitor já tenha preferências quando provocado com o disco de candidatos, a eleição ainda não é uma prioridade ativa no cotidiano de mais da metade da população brasileira."

Rejeição consolidada é o maior obstáculo para os líderes

Os índices de potencial de voto e veto mostram que a rejeição continua sendo uma das variáveis mais determinantes para o cálculo das campanhas. O senador Flávio Bolsonaro lidera numericamente a taxa de rejeição: 57% dos entrevistados afirmam que o conhecem e não votariam nele de jeito nenhum. O potencial de voto firme do parlamentar é de 38%, enquanto 5% declaram não conhecê-lo.

Lula, por sua vez, apresenta uma rejeição de 50%. O petista conta com 47% de eleitores que dizem que o conhecem e votariam nele, enquanto apenas 3% afirmam não conhecê-lo.

Entre os demais concorrentes de abrangência nacional, a falta de conhecimento ainda é o principal obstáculo. Ronaldo Caiado é desconhecido por 44% do eleitorado, registrando 22% de potencial de voto e 34% de rejeição. Romeu Zema tem números parecidos: 50% de desconhecimento, 19% de potencial de voto e 31% de rejeição.

Segundo Turno: Equilíbrio no cenário principal e vantagem contra terceira via

A pesquisa Genial/Quaest testou quatro cenários para o segundo turno presidencial. No embate direto entre os polos representados por Lula e Flávio Bolsonaro, a distância atual é de 8 pontos percentuais (45% a 37%). Como a margem de erro aplicada a cada candidato pode variar os índices em até 4 pontos para cima ou para baixo simultaneamente (gerando um intervalo de diferença de até 8 pontos), os dois aparecem no limite do empate técnico.

Cenário 1: Lula 45% x 37% Flávio Bolsonaro (Brancos/Nulos: 14%, Indecisos: 4%)
Cenário 2: Lula 45% x 35% Romeu Zema (Brancos/Nulos: 16%, Indecisos: 4%)
Cenário 3: Lula 45% x 36% Ronaldo Caiado (Brancos/Nulos: 15%, Indecisos: 4%)
Cenário 4: Lula 45% x 33% Renan Santos (Brancos/Nulos: 18%, Indecisos: 4%)

Nos confrontos contra nomes alternativos da direita e centro-direita, Lula mantém a estabilidade de seu patamar (45%). Ronaldo Caiado (36%), Romeu Zema (35%) e Renan Santos (33%) pontuam de forma bastante semelhante no papel de desafiantes de segundo turno, evidenciando que a transferência do eleitorado de oposição a Lula tende a se consolidar independentemente do nome que chegue à etapa final.

Avaliação de governo: Empate numérico absoluto na aprovação

A avaliação do trabalho pessoal do presidente Lula atingiu em julho o patamar mais equilibrado de toda a série histórica iniciada em julho de 2025. Hoje, precisamente 48% aprovam o trabalho que o petista vem fazendo à frente da Presidência da República, enquanto 47% desaprovam — um cenário de empate técnico rigoroso. Os que não sabem ou não responderam somam 5%.

No quesito de avaliação da gestão (conceito), há um empate exato em 36% entre aqueles que classificam o governo como "positivo" (ótimo ou bom) e os que o definem como "negativo" (ruim ou péssimo). Outros 26% enxergam a administração como "regular", e 2% não opinaram.

PDFDocumento para downloadquaestVeja a íntegra da pesquisaPDF · 14,7 MBBaixar

Divisões demográficas profundas

Os recortes sociodemográficos detalham onde estão as fortalezas e as fragilidades de cada candidatura no primeiro turno:

  1. Região: Lula tem seu melhor desempenho no Nordeste, onde marca 55% das intenções de voto contra 24% de Flávio Bolsonaro. No Sul, o cenário se inverte: Flávio lidera numericamente com 37% contra 29% do atual presidente. No Sudeste, principal colégio eleitoral do país, há equilíbrio extremo: Lula tem 35% e Flávio, 28% (com margem de erro regional ampliada).
  2. Gênero: Lula atrai 42% do eleitorado masculino e 38% do feminino. Flávio Bolsonaro registra 30% entre os homens e 25% entre as mulheres.
  3. Religião: Entre os católicos, Lula lidera amplamente com 49% ante 24% de Flávio. No segmento evangélico, a vantagem numérica é do senador do PL, que obtém 39% contra 26% do presidente.
  4. Renda: Na faixa de até 2 salários mínimos, Lula obtém 49% das intenções contra 23% de Flávio Bolsonaro. Já no segmento de mais de 5 salários mínimos, a situação é de equilíbrio: Flávio aparece com 30% e Lula com 36% (empatados dentro da margem de erro do recorte).

Ficha Técnica

  1. Instituto executor: Quaest Pesquisa e Consultoria.
  2. Contratante e pagador: Genial Investimentos Corretora de Valores Mobiliários S.A.
  3. Número de registro no TSE: BR-07181/2026, protocolada no dia 09/07/2026.
  4. Período de campo: 10 a 13 de julho de 2026.
  5. Tamanho da amostra: 2.004 entrevistas face a face.
  6. Margem de erro: Estimada em aproximadamente 2 pontos percentuais para os resultados gerais, sob nível de confiança de 95%. Para os recortes sociodemográficos, a margem de erro é maior (variando de 3 a 6 pontos percentuais, a depender do subgrupo).
  7. Plano amostral: Amostragem por conglomerados em três estágios, com sorteio de 120 municípios por Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT) no primeiro estágio, setores censitários no segundo estágio, e aplicação de cotas de região, sexo, faixa etária, instrução e renda no estágio final.


A fotografia capturada pela Genial/Quaest em julho mostra um país cristalizado em suas posições políticas. Com a esmagadora maioria dos eleitores declarando que sua escolha já é definitiva (65%), restam poucos espaços de conversão de votos até o dia da eleição, empurrando a decisão para a mobilização das franjas de indecisos e para a capacidade de contenção de danos das respectivas rejeições.


Versão em áudio disponível no topo do post.

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