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PF inaugura laboratório de geoquímica forense para rastrear origem do ouro

PF inaugura, em Brasília, laboratório de geoquímica forense capaz de identificar a origem do ouro apreendido, reforçando o combate ao garimpo ilegal

PF inaugura laboratório de geoquímica forense para rastrear origem do ouro
📷 Divulgação PF
📋 Em resumo ▾
  • A Polícia Federal inaugurou um Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília
  • A estrutura permitirá identificar a origem geográfica do ouro apreendido, fortalecendo investigações sobre garimpo ilegal e outros crimes ambientais
  • A iniciativa integra o Programa Ouro Alvo, da própria PF, com apoio do Fundo Amazônia, dentro do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS)
  • Por que isso importa: até hoje, provar de onde vem o ouro apreendido dependia principalmente de documentos de papel, facilmente fraudáveis. Com análise geoquímica própria, a PF passa a comparar a “assinatura química” do metal apreendido com bancos de dados de regiões de mineração conhecidas — uma prova técnica mais difícil de contestar em processos por garimpo ilegal e lavagem de ouro.
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O Programa Ouro Alvo, criado pela Polícia Federal em 2019 para rastrear a origem do ouro extraído no país, ganhou nesta semana uma estrutura própria: o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral, inaugurado no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília.

Como funciona a rastreabilidade do ouro

O programa funciona comparando características químicas, isotópicas e morfológicas de amostras de ouro apreendido com amostras de áreas de mineração já conhecidas e catalogadas pela PF — um método que especialistas chamam de “DNA do ouro” ou “assinatura geoquímica” do minério. Até então, a técnica mais usada em campo era a fluorescência de raios-X, feita com aparelhos portáteis; para análises mais detalhadas, as amostras precisavam ser enviadas a laboratórios de terceiros. O novo laboratório amplia essa capacidade de análise diretamente dentro da estrutura da própria PF.

Na prática, essa comparação permite à Polícia Federal contestar declarações fraudulentas sobre a origem do ouro comercializado — um dos principais mecanismos usados para dar aparência de legalidade a metal extraído de garimpo ilegal, inclusive em terras indígenas como a Yanomami.

O programa por trás do laboratório

O novo laboratório integra o Programa Ouro Alvo, iniciativa da Diretoria Técnico-Científica da Polícia Federal, desenvolvida com apoio do Fundo Amazônia e inserida no Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS). O programa já colabora com outras instituições, como o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Universidade de Brasília, no desenvolvimento de bancos de dados geoquímicos e na padronização de métodos de coleta e análise de amostras em todo o país.

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