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PicPay protocola pedido de IPO na Nasdaq: um passo estratégico para expansão global

Com coordenadores globais como Citigroup e Bank of America, a oferta primária pode captar até US$ 500 milhões, sinalizando confiança no mercado brasileiro apesar de desafios passados

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Foto: Rogério Casimiro/PicPay

O banco digital brasileiro “PicPay”, controlado pela holding “J&F Investimentos” da família Batista, apresentou em 5 de janeiro de 2026 um pedido formal para uma oferta pública inicial de ações (IPO) na bolsa “Nasdaq”, nos Estados Unidos. A empresa pretende se listar sob o ticker “PICS”. Os coordenadores globais da oferta incluem “Citigroup”, “BofA Securities” e “RBC Capital Markets”. Essa movimentação representa a segunda tentativa da fintech de acessar o mercado norte-americano, após uma desistência em 2021 devido a condições adversas de mercado.

Fundado em 2012 no Espírito Santo, o “PicPay” evoluiu de uma carteira digital para um banco completo, oferecendo serviços como pagamentos, transferências, empréstimos e investimentos. De acordo com dados do prospecto apresentado à “Securities and Exchange Commission (SEC)”, a empresa registrou 42 milhões de usuários ativos trimestrais em 30 de setembro de 2025, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. O volume total de pagamentos consolidado alcançou R$ 141 bilhões no mesmo período, refletindo um crescimento robusto no setor fintech brasileiro. Além disso, o “PicPay” possui uma carteira de crédito de R$ 19 bilhões e 66 milhões de clientes cadastrados, com um retorno sobre o patrimônio de 17%, tornando-se uma das poucas fintechs rentáveis no país.

A operação é inteiramente primária, sem venda de ações pela controladora “J&F Investimentos”, o que resultará em uma diluição parcial da participação da holding. Estimativas indicam que o IPO pode captar entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões, com o fundo “Bicycle Capital”, gerido por “Marcelo Claure” (ex-CEO da SoftBank), ancorando a oferta com um compromisso de US$ 75 milhões. Claure, que já ancorou IPOs de outras fintechs brasileiras como “Nubank” e “Inter”, destacou em entrevistas recentes a resiliência do setor fintech latino-americano. Essa ancoragem é vista como um sinal de confiança de investidores internacionais no potencial de expansão do “PicPay”, especialmente em um contexto de recuperação econômica pós-pandemia no Brasil.

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