Polícia desmonta rede de corrupção após execução de delator do PCC em Guarulhos
Investigação revela esquema complexo envolvendo policiais militares e civis em proteção à organização criminosa

A execução do empresário Vinícius Gritzbach no Aeroporto Internacional de Guarulhos desencadeou uma série de investigações que expuseram uma extensa rede de corrupção envolvendo policiais militares e civis em São Paulo. O caso, que ganhou repercussão nacional, culminou na prisão de 16 policiais militares até o momento.
Linha do tempo do caso
Março de 2024
Corregedoria recebe denúncia anônima sobre vazamento de informações sigilosas da polícia para o PCC
Investigações identificam esquema de proteção a criminosos
Outubro de 2024
Nova denúncia com fotos mostra PMs fazendo escolta de Gritzbach no Fórum da Barra Funda
Corregedoria instaura inquérito militar
Novembro de 2024
Dia 9: Gritzbach é executado no Aeroporto de Guarulhos com 10 tiros
Câmeras de segurança registram ação que durou 15 segundos
Dezembro de 2024
Prisão de quatro policiais civis ligados ao caso
Quinto policial civil foragido se entrega às autoridades
Afastamento do diretor do DEIC e delegado após novas revelações
Janeiro de 2025
Dia 16: Operação prende 15 PMs, incluindo 14 que faziam segurança pessoal de Gritzbach
Dia 18: PM Fernando Genauro da Silva é preso em Osasco, suspeito de ser o motorista do carro usado na execução

Desdobramentos da Investigação
A investigação revelou que os policiais militares presos faziam parte de uma sofisticada rede de proteção ao PCC, fornecendo informações privilegiadas que permitiam que a organização criminosa se antecipasse às ações policiais. O caso ganhou ainda mais relevância após a identificação do PM Denis Antonio Martins como suposto atirador, através de modernas técnicas de investigação, incluindo reconhecimento facial e análise de dados telefônicos.
Links relacionados do Painel Político:
A Secretaria da Segurança Pública reafirmou seu compromisso com a legalidade, declarando que "nenhum desvio de conduta será tolerado". A força-tarefa criada para investigar o crime continua em diligências para identificar e punir todos os envolvidos, incluindo os possíveis mandantes do assassinato, que segundo a polícia, podem ser mais de uma pessoa ligada ao PCC.
A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP, confirmou que existem duas linhas principais de investigação sobre os mandantes, ambas relacionadas à facção criminosa, descartando, até o momento, o envolvimento de pessoas ligadas às forças policiais no planejamento do crime.
