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Polícia encerra buscas por motorista de app e influencer desaparecida no RS

Polícia Civil suspendeu temporariamente a procura pela motorista de aplicativo desaparecida desde 6 de setembro no Litoral Norte gaúcho; caso segue sendo investigado como provável homicídio

Polícia encerra buscas por motorista de app e influencer desaparecida no RS
📷 Redes Sociais
📋 Em resumo ▾
  • Polícia Civil encerrou nesta segunda-feira (28) as buscas por Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, desaparecida desde 6 de setembro no Litoral Norte do RS
  • Novas varreduras no fim de semana, em área de dunas entre Tramandaí e Cidreira, não encontraram vestígios da jovem
  • A investigação segue como provável homicídio; perícias de DNA, papiloscopia e análise do celular e do carro estão em andamento
  • Por que isso importa: o caso expõe os limites da resposta policial em desaparecimentos no litoral gaúcho e mantém uma família à espera de respostas
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A Polícia Civil encerrou, nesta segunda-feira (28), as buscas por Gabriela Evaldt Cardoso, de 23 anos, influencer e motorista de aplicativo desaparecida desde 6 de setembro no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A decisão veio depois que novas varreduras realizadas no fim de semana, em uma área de dunas entre Tramandaí e Cidreira, não encontraram vestígios da jovem. Segundo a corporação, o trabalho será retomado assim que a análise das informações já reunidas permitir a definição de um novo perímetro de busca.

A viagem que não terminou

Gabriela saiu de Torres em direção a Tramandaí na noite de 6 de setembro, ao volante do carro da mãe, e não foi mais localizada. Por volta das 22h, ela entrou em contato com a família, informou que estava bem e disse que retornaria a Torres para devolver o veículo. A viagem, no entanto, nunca foi concluída. O último contato conhecido da jovem — com uma amiga — ocorreu por volta das 23h daquele mesmo dia.

O carro encontrado sem placas em Tramandaí

Um dos principais avanços da investigação ocorreu dez dias após o desaparecimento, em 16 de setembro, quando o Volkswagen Gol usado por Gabriela foi localizado a partir de uma denúncia anônima em uma casa desocupada no bairro Portelinha, em Tramandaí. De acordo com a polícia, o carro estava sem a placa e com uma das calotas retirada. O Instituto-Geral de Perícias (IGP) fez perícia no veículo e no imóvel. O cruzamento de imagens de câmeras de monitoramento permitiu aos investigadores identificar o último momento em que o carro circulou, ajudando a reconstruir a linha do tempo das horas anteriores ao desaparecimento.

O que as perícias em andamento podem revelar

A Polícia Civil solicitou perícias de DNA e papiloscopia, além da análise de outros vestígios encontrados no carro. Uma unha localizada dentro do veículo e atribuída a Gabriela será submetida a exames. O celular da jovem também foi encontrado, e os investigadores pediram acesso aos dados armazenados no aparelho e às suas redes sociais.

"Horrível. Uma dor inexplicável"
— Rosane Evaldt, mãe de Gabriela Evaldt Cardoso

As hipóteses descartadas e as que seguem abertas

A Polícia Civil já descartou a hipótese de latrocínio — roubo seguido de morte. A possibilidade de feminicídio ainda não foi confirmada nesta etapa da investigação. A linha principal apurada até o momento é a de um provável homicídio. Os investigadores não divulgaram informações sobre possíveis suspeitos ou sobre a motivação do crime, sob a justificativa de não comprometer diligências que continuam em andamento.

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Uma busca que pausa, mas não fecha o caso

O encerramento anunciado nesta segunda-feira é operacional, não investigativo: a Polícia Civil mantém o caso aberto e depende agora do que as perícias de DNA, papiloscopia e dos dispositivos eletrônicos de Gabriela indicarem para traçar um novo raio de busca. Enquanto isso, a família de Gabriela segue no mesmo lugar em que está desde 6 de setembro — sem o paradeiro da jovem e sem uma explicação para o que aconteceu naquela noite entre Torres e Tramandaí.

Versão em áudio disponível no topo do post.

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