Política não evoluiu no período pós-redemocratização
*Por Luiz Carlos Borges da Silveira

É profundamente lamentável e extremamente preocupante que uma simples e isenta análise chegue à conclusão de que nas últimas quatro décadas a política e os políticos brasileiros não apresentam nenhuma evolução, seguindo viés contrário a todo o processo de avanços e modernizações fantásticas nos mais importantes segmentos da vida no país e no mundo.
Não é nenhum exagero afirmar, diante do que se vê ao longo dos anos, que no Brasil a prática política retrocedeu, ao gosto e interesses de seus protagonistas que esquecem, ou fazem questão de não lembrar, a verdadeira essência da política como arte e ciência da boa administração pública em prol do desenvolvimento do país e bem-estar de seus cidadãos.
Ao período ditatorial (1964-1985) se debitavam a estagnação do pensamento político, repressão às manifestações de novas ideias, obstáculos ao surgimento e formação de novas lideranças. Então, pensava-se que ao final dessa era a política brasileira seria diferente, melhor e mais identificada com os novos tempos. Não foi o que aconteceu neste período chamado de Nova República. Aos poucos os políticos de valor foram passando, outros foram ocupando espaço no cenário e tudo voltou aos tempos da velha política.
Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.