Poder & Bastidores

Popularidade de Lula está 'derretendo' e a culpa é da comunicação capenga do governo

Lula conseguiu ser eleito em 2022 em um cenário turbulento e favorável, mas não está conseguindo 'furar a bolha' independente de boas ações

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Criada por IA

Em 2002. Lula conseguiu ser eleito com uma campanha de marketing inovadora. Peças publicitárias perfeitas, que transformaram o ex-metalúrgico do ABC em um estadista, praticamente um pop Star. Manteve uma comunicação direta com a população, reelegeu-se em 2006, elegeu Dilma em 2010 e em 2014, mesmo contra todas as previsões, ela foi reeleita. Ao longo desse período, entre Lava Jato, mensalão, petróleo e outros ‘ãos’, a popularidade de ambos sempre foi alta.

Dilma perdeu o poder em 2016, em 2018 embalado pela campanha de criminalização da classe política, Jair Bolsonaro surge no cenário como uma liderança de direita, com discurso duro, anti-establishment usando as redes sociais como catapulta e uma comunicação direta com os eleitores.

Bolsonaro manteve isso durante seu governo. As lives das quintas-feiras eram acompanhadas por milhares de brasileiros que replicavam os temas abordados em suas próprias redes sociais. Paralelo a isso, influencers de direita amplificaram essas temáticas em seus perfis, acompanhados por cantores populares, grandes artistas e esse fenômeno ganhou mais força por sua linguagem direta, objetiva e de simples compreensão, embalada em bordões e refrões. Ao mesmo tempo, recortes de suas falas ganharam os grupos de WhatsApp e canais no Telegram. E isso não mudou. As falas de Bolsonaro, mesmo que por vezes equivocadas ou desmentidas por canais oficiais, repercutem muito mais que qualquer outra fala de Lula ou de seus ministros.

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