Poder & Bastidores

"Primo" e "Beto Louco" buscam acordo de delação premiada na Operação Carbono, mas PGR aponta fragilidade nos indícios

Pedido de delação de empresários foragidos envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de operação policial, enquanto autoridades divergem sobre a solidez das provas

Compartilhar: WhatsApp X LinkedIn

Um pedido de delação premiada apresentado por dois dos principais alvos da Operação Carbono, investigação que apura um suposto esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no mercado de produção e venda de combustíveis no Brasil, encontra-se paralisado na Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo informações apuradas por veículos de imprensa.

Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, apelidado de “Beto Louco”, estão foragidos e teriam encaminhado às autoridades um conjunto de materiais que inclui documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes de pagamento. De acordo com a apuração jornalística, o conteúdo alegaria o pagamento de mais de R$ 400 milhões em propinas a autoridades e políticos entre 2022 e 2024.

Segundo fontes ouvidas pela imprensa, os valores teriam como objetivo evitar a cassação de licenças do grupo empresarial investigado, obter vantagens tributárias e garantir acesso privilegiado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), autarquia federal responsável pela regulação do setor de combustíveis.

Continue lendo

Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Por menos de um café por semana, leia sem limites.

Assinar agora — R$19,90/mêsJá sou assinante — Entrar