"Primo" e "Beto Louco" buscam acordo de delação premiada na Operação Carbono, mas PGR aponta fragilidade nos indícios
Pedido de delação de empresários foragidos envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e vazamento de operação policial, enquanto autoridades divergem sobre a solidez das provas

Um pedido de delação premiada apresentado por dois dos principais alvos da Operação Carbono, investigação que apura um suposto esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes no mercado de produção e venda de combustíveis no Brasil, encontra-se paralisado na Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo informações apuradas por veículos de imprensa.
Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, apelidado de “Beto Louco”, estão foragidos e teriam encaminhado às autoridades um conjunto de materiais que inclui documentos, mensagens de celular, gravações e comprovantes de pagamento. De acordo com a apuração jornalística, o conteúdo alegaria o pagamento de mais de R$ 400 milhões em propinas a autoridades e políticos entre 2022 e 2024.
Segundo fontes ouvidas pela imprensa, os valores teriam como objetivo evitar a cassação de licenças do grupo empresarial investigado, obter vantagens tributárias e garantir acesso privilegiado à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), autarquia federal responsável pela regulação do setor de combustíveis.
Apesar do volume de material apresentado, o blog da jornalista Andreia Sadi, da TV Globo/G1, informou que fontes da PGR consideraram os indícios “frágeis” para sustentar um acordo de colaboração premiada em âmbito federal. Essa avaliação teria contribuído para a estagnação das tratativas na instância máxima do Ministério Público Federal.
Avanço em São Paulo
Enquanto o processo permanece sem definição na esfera federal, as negociações avançam no Ministério Público de São Paulo (MPSP). Segundo as informações divulgadas, há expectativa de que a delação seja homologada pela Justiça paulista em até 60 dias. A tramitação estadual pode ter impacto direto no desdobramento das investigações, especialmente na apuração de crimes de natureza tributária e financeira.
Suspeita de vazamento
Outro ponto sensível do caso envolve a suspeita de vazamento de informações sobre a própria Operação Carbono. No dia da deflagração da ação, a Polícia Federal (PF) conseguiu cumprir apenas 6 das 14 ordens de prisão decretadas pela Justiça. Após o resultado parcial, a cúpula da corporação determinou a abertura de um inquérito interno para apurar se houve divulgação prévia dos alvos da operação.
De acordo com fontes da investigação, o material apresentado pelos empresários à PGR também incluiria dados que apontariam para esse possível vazamento, embora não haja, até o momento, confirmação pública sobre o teor ou a autenticidade dessas informações.
Posição oficial
Em nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou que “não comenta supostos acordos de colaboração” e ressaltou que esses procedimentos são, por natureza, sigilosos, conforme previsto na Lei nº 12.850/2013, que regula as organizações criminosas e os instrumentos de investigação no Brasil.
A reportagem informou ainda que solicitou manifestação das defesas de Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, mas, até o momento da publicação, não houve resposta.
Impactos e próximos passos
O desfecho das negociações pode ter repercussões relevantes no setor de combustíveis e no ambiente político-institucional, especialmente se as informações apresentadas forem consideradas válidas e corroboradas por investigações independentes. Especialistas ouvidos por veículos de imprensa destacam que acordos de colaboração premiada, quando homologados, costumam ampliar o alcance das apurações e levar à identificação de novos envolvidos.
Por outro lado, a avaliação de fragilidade dos indícios por parte da PGR indica cautela das autoridades federais quanto à robustez das provas e à credibilidade das informações fornecidas por investigados que buscam benefícios legais.
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