Eleições 2026

PSD oficializa Fúria e Leoni Governo Rondônia com apoio de Rocha

Chapa do bloco governista é homologada em Porto Velho. Ex-prefeito de Cacoal e ex-deputado retornam à disputa com aval do governador Marcos Rocha para 2026

PSD oficializa Fúria e Leoni Governo Rondônia com apoio de Rocha
📷 Divulgação
📋 Em resumo
  • PSD oficializou Adailton Fúria (governador) e Everton Leoni (vice) em convenção em Porto Velho.
  • Luís Fernando, ex-secretário de Finanças, é o nome do partido para o Senado Federal.
  • A chapa conta com o aval direto do governador Marcos Rocha, que não disputará a reeleição.
  • Aliança inclui Avante e PRD, com articulações em curso para incluir formalmente o Solidariedade.
  • Por que isso importa: A formalização consolida o projeto de sucessão do atual governo, testando a real capacidade de transferência de votos da máquina estadual para as urnas
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O PSD oficializou neste sábado (1º), em Porto Velho, a chapa com Adailton Fúria ao Governo de Rondônia e Everton Leoni como vice-governador para as eleições de 2026. O evento, realizado no Villa Privilege, consolida o projeto de sucessão do governador Marcos Rocha e define a estratégia do bloco governista para a disputa majoritária e proporcional no estado.

A sucessão de Marcos Rocha e a máquina estadual

A convenção do PSD marca o ponto de virada na estratégia de sucessão do governador Marcos Rocha. Após migrar do União Brasil para o PSD em janeiro de 2026 e assumir a presidência estadual da legenda, Rocha optou por não disputar a reeleição.

Em seu lugar, o governador apostou no atual prefeito de Cacoal, Adailton Fúria. O projeto eleitoral do partido busca capitalizar o desempenho administrativo construído no município e transformá-lo em uma candidatura de alcance estadual.

Para a vice-governadoria, o escolhido foi Everton Leoni. Empresário, comunicador e ex-deputado estadual por três mandatos, Leoni retorna à disputa eleitoral após cerca de duas décadas afastado das urnas, trazendo experiência legislativa e conhecimento do terreno político rondoniense.

A aposta no Senado e a pulverização do eleitorado

Na disputa pelo Senado Federal, o PSD lançou o nome de Luís Fernando Pereira da Silva. Auditor fiscal de carreira e ex-secretário estadual de Finanças, ele foi convidado pessoalmente por Marcos Rocha para integrar a chapa majoritária.

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A candidatura de Luís Fernando tem como objetivo manter no Senado uma representação alinhada às pautas econômicas e administrativas da atual gestão, com foco em tributação, energia elétrica e infraestrutura.

No entanto, o cenário para o Senado é altamente competitivo. Rondônia elegerá dois senadores em 2026, e a disputa está pulverizada. Em pesquisa do Instituto Amazônia de Pesquisa realizada em maio, Luís Fernando aparecia com 9,7% das intenções de voto no cenário estimulado, indicando que a batalha pela nomeação será acirrada.

"A candidatura de Luís Fernando busca blindar no Senado as pautas econômicas da atual gestão, mas enfrenta um cenário de disputa pulverizada e alta competitividade."

A articulação da coligação e os prazos eleitorais

A convenção deste sábado reuniu o PSD, Avante e PRD, que anunciaram a realização conjunta do evento para oficializar a chapa majoritária e as candidaturas proporcionais. O Solidariedade também participa das articulações, embora haja divergências sobre sua participação formal na coligação a ser registrada.

Além da chapa majoritária, o encontro definiu as nominatas para a Assembleia Legislativa de Rondônia (24 cadeiras) e a Câmara dos Deputados (8 vagas). A formação dessas chapas proporcionais é uma das principais disputas internas, pois define a estrutura de rua que sustentará a campanha.

A legislação eleitoral estabelece que o período de convenções vai até 5 de agosto. Após a homologação, os partidos têm até 15 de agosto, às 19h, para apresentar os pedidos de registro das candidaturas à Justiça Eleitoral.

O teste de fogo para o bloco governista

A oficialização da chapa de Fúria e Leoni transforma pré-candidaturas em disputas formais. O grupo governista agora enfrenta o teste de fogo: a capacidade de transferência de votos.

A história política recente de Rondônia mostra que o apoio da máquina estadual nem sempre se converte em votos nas urnas com a mesma intensidade. A pergunta que resta não é sobre a força da aliança no papel, mas se o eleitorado rondoniense estará disposto a renovar o mandato do grupo no poder, ou se buscará alternativas em meio a um cenário de alta fragmentação.


Versão em áudio disponível no topo do post.

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