Painel Econômico

Rejeição recorde: Mercado financeiro amplia desaprovação do governo Lula para 90%

Pesquisa Quaest revela forte deterioração na avaliação do governo entre agentes do mercado, enquanto ministro Haddad mantém aprovação acima de 40% mesmo com perda de força política

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Em uma demonstração clara do crescente descontentamento do mercado financeiro com o governo federal, uma nova pesquisa realizada pelo instituto Quaest revelou que 90% dos profissionais do setor avaliam negativamente a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento, realizado entre 29 de novembro e 3 de dezembro de 2024, entrevistou 105 gestores, economistas, traders e analistas de fundos de investimento em São Paulo e Rio de Janeiro.

Deterioração acelerada da avaliação

A pesquisa mostra uma deterioração significativa na percepção do mercado em comparação com o levantamento anterior, realizado em março:

O paradoxo Haddad

Um dos aspectos mais intrigantes da pesquisa é o chamado "sinal trocado" em relação ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Mesmo com a queda em sua aprovação de 50% para 41%, o ministro mantém uma avaliação consideravelmente melhor que a do governo como um todo. No entanto:

Impacto nas perspectivas econômicas

O pessimismo do mercado se reflete em diversos indicadores:

Cenário eleitoral

A pesquisa também revelou dados surpreendentes sobre as preferências eleitorais do mercado financeiro:

Metodologia e contexto

A pesquisa Quaest, considerada uma das principais referências para análise do sentimento do mercado financeiro, foi realizada de forma virtual com profissionais dos principais centros financeiros do país. O levantamento acontece em um momento de tensão entre o governo e o mercado, especialmente após declarações do presidente Lula minimizando as críticas do setor, quando afirmou que "o mercado fala bobagens" em 11 de novembro.

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A deterioração da avaliação coincide com preocupações crescentes sobre a condução da política econômica e fiscal do país, mesmo em um cenário de indicadores macroeconômicos relativamente positivos, como o crescimento projetado do PIB acima das expectativas iniciais para 2024.