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Rússia entrega 1.000 corpos de soldados ucranianos a Kiev sob acordos de Istambul

Troca humanitária marca avanço em negociações de paz, mas reforça o peso trágico do conflito no Leste Europeu

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@vr_medinskiy

Em um gesto humanitário que destaca os esforços contínuos para mitigar as consequências da guerra na Ucrânia, a Rússia entregou nesta quinta-feira (23) à Ucrânia os corpos de 1.000 soldados ucranianos mortos em combate. A operação ocorreu no âmbito dos acordos alcançados durante as negociações de paz em Istambul, realizadas no início de 2025, que priorizaram trocas de prisioneiros e repatriação de restos mortais. Em troca, Moscou recebeu 31 corpos de militares russos, conforme informado por fontes oficiais de ambos os lados.

O anúncio foi feito pelo assessor presidencial russo e chefe da delegação russa nas conversas de Istambul, Vladimir Medinsky, que destacou a relevância do protocolo. Em declaração à agência de notícias TASS, Medinsky afirmou: “No âmbito dos acordos de Istambul, a Federação Russa entregou à Ucrânia 1.000 corpos de combatentes mortos das Forças Armadas da Ucrânia e recebeu 31 corpos de militares russos falecidos”. Essa é a mais recente de uma série de trocas semelhantes ao longo do ano, com estimativas indicando que, até julho de 2025, mais de 7.000 corpos ucranianos já haviam sido repatriados, refletindo o elevado custo humano do conflito iniciado em fevereiro de 2022.

Do lado ucraniano, o Quartel-General de Coordenação para o Tratamento de Prisioneiros de Guerra confirmou o recebimento dos restos mortais, descrevendo a operação como um “passo importante para o fechamento de casos de desaparecidos em combate”. A entidade, vinculada ao Ministério da Defesa de Kiev, enfatizou que os corpos foram identificados por meio de exames forenses conjuntos e que famílias afetadas serão notificadas imediatamente. No entanto, autoridades ucranianas, como o porta-voz do presidente Volodymyr Zelensky, Andriy Yermak, expressaram preocupação com a assimetria da troca, questionando a veracidade de todos os corpos entregues pela Rússia. “Cada vida perdida é uma tragédia irreparável, e esses retornos nos permitem honrar nossos heróis, mas a guerra deve acabar para que não haja mais famílias em luto”, declarou Yermak em comunicado oficial.

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