Se confirmar números de Quaest, Mariana Carvalho seria eleita em primeiro turno, mas há variáveis no caminho
Sondagem apontou 51% das intenções de voto da candidata do União Brasil à prefeitura de Porto Velho

Pesquisa Quaest registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, contratada pela Rede Amazônica de Televisão e divulgada na noite da última terça-feira, 27, apontou que a candidata do União Brasil à prefeitura de Porto Velho, Mariana Carvalho estaria com 51% das intenções de voto, o que lhe daria virtual vitória em primeiro turno nas eleições deste ano, um fato inédito nas eleições municipais da capital.
A análise dos diferentes pontos de vista sobre a pesquisa eleitoral em Porto Velho revela um cenário complexo e dinâmico. Enquanto os resultados sugerem uma forte posição para Mariana Carvalho, é crucial considerar as diversas perspectivas e variáveis que podem influenciar o resultado final das eleições. A compreensão dessas diferentes visões é essencial para uma avaliação abrangente e equilibrada do cenário político atual em Porto Velho.
Argumentos a Favor
Realizada por instituto reconhecido (Quaest)
Registrada oficialmente no Tribunal Regional Eleitoral
Argumentos Contra
Uma única pesquisa pode não refletir completamente a realidade
Necessidade de considerar outras variáveis e pesquisas
Impacto na Dinâmica Eleitoral
Aspectos Positivos
Demonstra forte apoio popular à candidata
Pode influenciar positivamente a campanha e atrair mais apoiadores
Aspectos Negativos
Pode levar a um excesso de confiança na campanha
Outros candidatos podem intensificar suas estratégias em resposta
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Ocorre que alguns pontos precisam ser levados em consideração, dada a dinâmica de um processo eleitoral. Um deles é o crescimento dos demais adversários, que tendem a ganhar parte do eleitorado nos próximos meses, afinal, a campanha está apenas começando.
Mesmo os números da pesquisa estimulada (aquelas em que os entrevistados escolhem um candidato em uma lista de nomes) sendo extremamente favoráveis, os números da pesquisa espontânea não se repetem com a mesma intensidade. Na estimulada, Mariana apresenta 51% das intenções de voto, enquanto o segundo colocado, Léo Moraes (Podemos) aparece com 18%, seguido de Euma Tourinho, com 4%, Célio Lopes (PDT) com 3%, Samuel Costa (Rede) 2%, e Ricardo Frota (Novo) e Benedito Alves (Solidariedade) com 1%. Importante observar que a margem de erro da sondagem é relativamente alta, 3,7%, o que representa uma grande diferença entre o que pode ou não acontecer. As variáveis são imensas, ainda mais quando lidamos com um eleitorado altamente volúvel quanto o da capital, que por seguidas vezes fez as previsões dos institutos de pesquisa errarem feio.
Apesar dos números positivos, essa foi a primeira sondagem feita pela Quaest desde que começou a campanha eleitoral, sendo possível fazer uma análise de desempenho a partir das próximas, com mais clareza

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Fase Inicial da Campanha
Argumentos para Otimismo
Mariana Carvalho inicia a campanha em posição aparentemente forte
Liderança expressiva pode consolidar apoio e momentum
Argumentos para Cautela
A campanha está apenas começando, permitindo mudanças significativas
Outros candidatos têm potencial de crescimento nos próximos meses
A análise das eleições em Porto Velho mostra uma tendência de candidatos que, embora populares, frequentemente enfrentam a necessidade de um segundo turno para consolidar suas vitórias.
Até o momento a campanha eleitoral na capital vem sendo conduzida dentro da normalidade. Mariana Carvalho vem apresentando um desempenho estável, dentro da margem, porém, cravar uma vitória em primeiro turno seria imprudente, dada a quantidade de variáveis. Há que se levar em consideração ainda, a grande quantidade de ações que vem sendo protocoladas no Tribunal Regional Eleitoral pelos adversários.
Apenas Léo Moraes, do Podemos, impetrou até agora, um total de 12 ações contra Mariana Carvalho. Essas ações foram apresentadas ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) e incluem acusações de propaganda eleitoral irregular e uso indevido de meios de comunicação. Além disso, o Podemos também protocolou uma representação contra a candidatura de Mariana Carvalho, alegando que ela não teria cumprido as exigências legais para a sua candidatura.
Pelo volume de ações judiciais, Mariana e seus advogados terão muito trabalho pela frente, e vale lembrar que a campanha está apenas no início e a justiça eleitoral não tem sido muito flexível em relação a processos por supostios abusos.
Tanto Léo quanto Mariana estão corrigindo os rumos de suas campanhas, e os demais candidatos estão cumprindo uma intensa agenda de reuniões, o que tende a impulsionar suas candidaturas, alterando significativamente os números que foram indicados na sondagem da Quaest.
Abaixo, um breve histórico dos prefeitos eleitos em Porto Velho desde 1992:
1992: Chiquilito Erse (PDT)
1996: Chiquilito Erse (PDT)
2000: Carlinhos Camurça (PP)
2004: Roberto Sobrinho (PT)
2008: Roberto Sobrinho (PT) - reeleito
2012: Mauro Nazif (PSB)
2016: Hildon Chaves (PSDB)
2020: Hildon Chaves (PSDB) - reeleito
Intenção de votos espontânea
A Quaest também pesquisou a intenção de votos espontânea: nesse modelo o entrevistado não tem acesso a nenhuma lista com os nomes dos candidatos.
Os dados também apontam Mariana Carvalho com 19%; considerando a margem de erro, ela tem entre 15 e 23%. Léo aparece em 2º com 3% e com a margem, pode chegar até 7%. Os candidatos Euma Tourinho (MDB), Samuel Costa (Rede) e Célio Lopes (PDT) estão empatados, com 1% cada.
Dr. Benedito Alves (Solidariedade) e Ricardo Frota (Novo) não pontuaram no modo espontâneo.
Veja os resultados:
Mariana Carvalho (União): 19%
Léo (Podemos): 3%
Juíza Euma Tourinho (MDB): 1%
Samuel Costa (Rede): 1%
Célio Lopes (PDT): 1%
Dr Benedito Alves (Solidariedade): 0%
Ricardo Frota (Novo): 0%
A campanha de Mariana Carvalho formou um dos maiores arcos de aliança jamais visto nas eleições da capital. Ela conta com apoio do governo do Estado, do atual prefeito, Hildon Chaves e do presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Cruz e pelo menos 8 deputados estaduais e da ampla maioria da atual Câmara de Vereadores.
Para a pesquisa foram entrevistados 704 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 24 e 26 de agosto de 2024. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RO-09119/2024. A margem de erro máxima da pesquisa é de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos, enquanto o nível de confiança é de 95%.