Sem máscara, Bolsonaro é recebido por poucos, ataca Lula, diz que vai explorar minério no Rio Madeira e estimular fertilizantes no meio rural
Via Painel Político

De passagem pela cidade de Porto Velho, RO, nesta quinta-feira, 03, onde encontra o presidente do Peru, Pedro Castillo, o presidente Jair Bolsonaro conversou com a imprensa por cerca de 20 minutos, onde falou do uso de cartão corporativo, eleições em 2022, atacou o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula, seu maior adversário nas urnas, e desconversou sobre candidatura do senador Marcos Rogério no estado.
Jair Bolsonaro não teve uma recepção tão calorosa na capital de Rondônia, como acontece nas outras capitais. O número de pessoas na motociata foi baixo. Secretários da equipe de governo de Marcos Rocha, não conseguiram mobilizar grande público e toda estrutura de cargos comissionados. O público que compareceu na frente do Palácio Rio Madeira foi pequeno, e isso reforça a falta de apoio popular do governador para sua reeleição e também recuo do movimento bolsonarista no estado.
No ano passado, Bolsonaro gastou R$ 29,6 milhões no cartão corporativo. O valor foi 18,8% mais que nos governos Dilma e Lula.
“O meu gasto, como eu estou aqui hoje,tem despesa com cartão corporativo. Quando eu estive no Suriname, tem despesa.Eu viajo, diferentemente dos outros, que não tinham o que viajar porque não tinham o que fazer. O meu cartão pessoal corporativo o gasto é zero”, disse.
Bolsonaro disse que 11 ministros vão disputar as eleições de outubro, e deixar o cargo até 31 de março.
“Não há nada decidido com ninguém. Em 31 de março, 11 saem e 11 entram. Da minha parte, vocês [da imprensa] vão saber só via Diário Oficial da União”,
Questionado se o senador Marcos Rogério (DEM-RO) poderá assumir um cargo no primeiro escalão, Bolsonaro desconversou. “Eu tenho um profundo apreço pelo Rogério, a gente pode conversar”.
Jair Bolsonaro disse que já fez as pazes com Pedro Castillo. Quando Castillo foi eleito, Bolsonaro fez duras críticas ao presidente, acusando que transformaria o país numa Venezuela.
O presidente do Brasil reforçou críticas ao ex-presidente Lula. E voltou a dizer que é contra regular a mídia e alterar a reforma trabalhista, propostas defendidas pelo petista.
“Da minha parte jamais vão ouvir que vou regular a mídia. Jamais vou falar que devemos referir a minirreforma trabalhista do governo Temer. Jamais vão ouvir falar que vou recolher arma de quem quer que seja, quem quer que seja, cidadão de bem”.
Indagado sobre pressão supostamente exercida por diplomatas americanos para ele não viaje à Rússia, Bolsonaro buscou se esquivar de qualquer polêmica relacionada ao assunto e usou uma frase de efeito:
“Brasil é Brasil. Rússia é Rússia”, declarou o presidente. Na sequência, disse ele que o Brasil tem um “bom relacionamento com o mundo todo”.
Bolsonaro falou da sua política antiambientalista que acabou com multas por crimes ambientais e armou grileiros.
“Diminuimos mais de 80% a multagem no campo. Multa tem que ocorrer? Sim, mas não é uma política de estado. Com o parlamento brasileiro, demos o porte (de arma) estendido para os produtores rurais. Eles podem andar armados em todo perímetro de sua propriedade.Tiramos dinheiro de estatais que iam para ONG (Organizações Não Governamentais) que alimentavam o MST (Movimento dos Sem Terra). Já temos 14% do território demarcado como reserva indígena”.
O presidente disseque vai colocar para andar o projeto de exploração de potássio na foz do Rio Madeira. “Não podemos explorar porque é uma reserva indígena. Se os indígenas concordarem vamos explorar potássio lá e não vamos mais ficar dependentes de mais de 90% por parte do mundo todo”.
Afirmou que apoia o uso de fertilizantes no meio rural. “Fertilizantes fazem parte do agronegócios e somos ainda dependentes. Hoje vou falar de uma fábrica de fertilizantes enterrou R$ 3 bilhões no governo do PT e não produz nada. E nós por consequência estamos dependentes e exportamos fertilizantes, que mais que triplicou de preço tendo em vista a crise, entre elas da pandemia”.
Ao final, criticou o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula, dizendo que o petista saqueou órgãos públicos como Petrobras e a Caixa Econômica Federal, foi contra auxílio emergencial, e prejudicou empresas.
“O povo é responsável pelas suas escolhas. Não vamos discutir se o povo votou certo ou errado em qualquer lugar do mundo. Mas o povo é que vai traçar o seu futuro. Temos experiências em alguns países aqui da América do Sul que parece que não deu certo, né. E isso é um sinal de alerta. O melhor na política, na nossa vida, é a gente aprender com o erro dos outros. E quem vai dizer que estamos certos ou errados é a população”,disse.
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