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Situação fiscal do GDF limita apoio ao BRB em meio a investigação sobre Banco Master e provisões bilionárias

Relatórios fiscais, depoimentos ao Banco Central e análises de economistas indicam restrições orçamentárias para um eventual aporte no BRB, enquanto o GDF afirma que as contas seguem equilibradas

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Sede do BRB em Brasília 01/04/2025 REUTERS/Adriano Machado

A situação fiscal do Governo do Distrito Federal (GDF) voltou ao centro do debate após análises de especialistas e dados oficiais apontarem limitações orçamentárias que podem dificultar — ou até inviabilizar — um eventual aporte financeiro no Banco de Brasília (BRB). O governo local, por sua vez, sustenta que as contas públicas estão saudáveis e que a hipótese de inviabilidade não procede.

O tema ganhou maior visibilidade após o jornal Valor Econômico divulgar trechos do depoimento prestado à Polícia Federal (PF) por Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central (BC). Ouvido em 30 de dezembro no inquérito que apura um suposto esquema de fraude no Banco Master, Aquino afirmou que a reserva de recursos que o BRB poderá ter de constituir para cobrir eventuais perdas “pode se aproximar de R$ 5 bilhões”, segundo a transcrição obtida pelo veículo.

Ainda de acordo com a reportagem, o Banco Central determinou, em 7 de janeiro, que o BRB realizasse uma provisão inicial de R$ 2,6 bilhões, medida que aumentou a pressão sobre a capacidade financeira da instituição e, indiretamente, sobre o controlador — o próprio GDF.

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