Stalking: especialistas analisam as consequências jurídicas do crime no Brasil
Com abordagem multidisciplinar, juristas estudam o fenômeno sob recortes históricos e contextos culturais, da perseguição de celebridades à vulnerabilidade da mulher
Apesar de já ser considerado crime em outras partes do mundo desde os anos 1990, a perseguição e invasão repetida da privacidade de alguém, seja física ou virtual, entrou no código penal brasileiro apenas em 2021, a partir da Lei 14.132. O livro Stalking, lançamento da Editora Almedina Brasil, esclarece o entendimento da legislação sobre o tema e apresenta reflexões sobre essa prática que se tornou comum.
O fenômeno do stalking, além de protagonizar o imaginário da cultura pop através de séries de sucesso como “Bebê Rena” e “You”, também apresenta um aumento alarmante de casos no país. A edição mais recente do Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) reportou 147 denúncias registradas por dia em 2022.
A obra é focada no estudo dos aspectos civil e penal desse crime, e complementa a análise a partir do Direito Comparado, contrastando com as normativas de outros países. O livro tem uma perspectiva científica ampla e multidisciplinar, contemplando não só a dimensão jurídica do assunto, mas também as repercussões sociais, psicológicas e econômicas que esse tipo de assédio gera.
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